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“Isto não vai deitar-me abaixo”: nó de forca colocado na garagem de piloto negro da Nascar

Bubba Wallace foi um dos pilotos que lutaram pela proibição da bandeira sulista associada ao racismo e à escravatura

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Chris Graythen

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A organização da Nascar disse que, na noite de domingo, foi encontrado um nó de forca na garagem de Bubba Wallace, o único piloto negro na série a decorrer no Talladega Superspeedway, no Alabama. O incidente acontece duas semanas depois de Wallace ter sido bem-sucedido na campanha para banir a bandeira da Confederação das corridas e propriedades da Nascar.

“Ao fim da tarde de hoje, a Nascar tomou conhecimento de que um nó de forca foi encontrado na garagem da equipa 43,” disse a organização em comunicado. “Estamos zangados e ofendidos. (…) Lançámos uma investigação imediata e vamos fazer tudo o que pudermos para identificar as pessoas responsáveis e eliminá-las do desporto. (…) Não há lugar para o racismo na Nascar.”

No Twitter, Wallace disse: “o ato desprezível de racismo e de ódio deixou-me incrivelmente triste e serve de lembrança dolorosa para o que ainda temos de andar enquanto sociedade e quão persistentes temos de ser na luta contra o racismo. (…) Isto não vai deitar-me abaixo”.

Um dos donos da equipa Richard Petty Motorsports, Andrew Murstein, disse ao “Sports Business Journal” estar “chocado e triste” com o incidente. “Gostaria de pensar que o país mudou para melhor nos últimos 40 anos. Infelizmente, de muitas formas, isso não aconteceu.”

A estrela da NBA, LeBron James, foi uma das personalidades a reagir à notícia com repulsa, publicando no Twitter uma mensagem para Wallace: “Sabe que não estás sozinho! Estou aqui contigo, tal como todos os outros atletas. Quero continuar a dizer-te que estou orgulhoso de ti por continuares a agir pela mudança na América e no desporto”.

A proibição da bandeira da Confederação marcou o primeiro evento da Nascar com público em algum tempo. A regra foi respeitada exceto nos casos de um avião que sobrevoou a pista com a bandeira associada ao racismo e à escravatura e a mensagem “Deixem de financiar a Nascar” e de um grupo de sulistas revoltados que protestou fora do circuito.