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McLaren salva por empréstimo de 165 milhões de euros de um banco do Bahrain

O grupo de que faz parte a equipa de Fórmula 1 pretende fazer face às despesas imediatas e preparar um plano de refinanciamento, depois de não ter ficado imune à crise provocada pela Covid-19

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Bryn Lennon - Formula 1

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O grupo McLaren, que inclui a equipa de Fórmula 1 e o negócio dos carros de estrada, foi fortemente afetado pela crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. Para piorar, uma das tentativas para refinanciar as suas operações e ultrapassar dificuldades a curto prazo esbarrou na recusa de um grupo de credores em vender a coleção de carros antigos e as propriedades da marca.

A urgência da situação obrigou a McLaren a ir a tribunal recentemente, de forma a que o seu plano fosse avante, com documentos que revelam que, no caso de a empresa ser impedida de se refinanciar, os problemas poderão ser bem maiores. O relatório sugere que, se a empresa não reunir 309 milhões de euros até 17 de julho, o risco de insolvência será uma realidade.

O processo em tribunal foi bem-sucedido. Ao mesmo tempo, decorreram negociações com o Banco Nacional do Bahrain para conseguir um empréstimo que permitisse à McLaren respirar. Um dos acionistas do NBB é também um dos donos da McLaren, com 56% das ações da marca.

Na segunda-feira, o NBB enviou um relatório à bolsa do Bahrain a confirmar que o empréstimo tinha sido acordado e assinado. O negócio vai permitir algum fôlego à McLaren na missão de financiar as suas necessidades através do outro plano de refinanciamento. Para já, há um grande prémio para preparar na Áustria, já este fim de semana.