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Catió Baldé acusado de corrupção ativa por obtenção ilegal de vistos para futebolistas fazerem testes no Benfica

"Todo o processo da obtenção de vistos cumpriu os trâmites legais. O pecado foi ter solicitado a ajuda na agilização do processo burocrático", explica em comunicado

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Gualter Fatia

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Catió Baldé, empresário de jogadores de futebol, está acusado pelo Ministério Público de corrupção ativa por comprar vistos para jovens guineenses irem prestar provas ao Benfica, escreve a revista "Sábado" na edição desta semana.

Baldé terá sido um de dezenas de pessoas que recorreram a César Almeida, um assistente técnico da secção consular da embaixada portuguesa em Bissau, para a obtenção de vistos de forma ilícita. O empresário terá entregue 20 mil euros em diferentes tranches ao funcionário.

Questionado pela Tribuna Expresso, Catió Baldé reagiu à notícia remetendo para um comunicado já publicado noutros jornais:

"Face a noticias a circular na comunicação social sobre a acusação a minha pessoa de ter corrompido um funcionário luso-guineense para obtenção de vistos para atletas guineenses:

1. Confirmo que fui notificado da acusação à minha pessoa no processo que envolve o funcionário luso-guineense.

2. Fui apanhado marginalmente nesse processo. Fui acusado de ter pedido a esse funcionário para agilizar os pedidos de vistos solicitados.

3. Todo o processo da obtenção de vistos cumpriu os trâmites legais. O pecado foi ter solicitado a ajuda na agilização do processo burocrático.

4. O Benfica não tem nada a ver sobre o pedido da agilização do processo. Assumo toda a responsabilidade do ato. Aliás, é costume e habitual estes tipos de pedido. Visto que o processo da concessão do visto é moroso. Responsabilizar o Benfica revela má-fé.

5. Aguardo calma e serenamente o desenrolar do processo."