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Andy Murray sobre o US Open: “Planeio jogar mas vou estar apreensivo”

O tenista escocês tem ainda algum receio de viajar para Nova Iorque durante a pandemia mas diz que já ligou o interruptor para jogar o Open dos EUA no fim dos próximo mês e tem afinado os treinos de acordo com as circunstâncias

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Fred Lee

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“Há quatro ou cinco semanas,” Murray estava “muito cético”. “Os meus treinos na passada semana e durante o evento [Battle of the Brits, organizado pelo irmão, Jamie] desta semana têm como objetivo pôr-me em forma para o US Open. Se não acontecesse, os meus planos seriam diferentes. Mentalmente, planeio jogar mas vou estar apreensivo.”

“Estava a pensar viajar antecipadamente para algum lado para fazer algum treino em clima quente. Mas estaria a aumentar o risco de apanhar o vírus,” disse Murray. “Se tudo correr bem, o torneio vai para a frente mas, se não for, eu fico bem com isso. Temos de tentar voltar à competição quando for seguro fazê-lo.”

O tenista escocês fez a comparação entre o ténis e outros desportos. “Algumas modalidades regressaram e parecem ter-se dado bem, como é o caso do futebol. O problema para nós é viajar. Felizmente somos testados antes de chegar e quando lá chegamos. Os jogadores, a equipa técnica e todos, estamos nesta bolha de segurança. Tudo vai correr bem, é a minha esperança.”

Andy Murray tinha planeado aquecer no Citi Open, em Washington, mas as restrições em viajar obrigaram a cancelar o torneio. “Talvez jogue a qualificação para o Cincinatti Masters, em Nova Iorque, uma semana antes do US Open,” disse o escocês. “A última vez que joguei em Nova Iorque antes de um “slam” eu devia ter 19 anos.” Murray lembrou que à paragem por causa da pandemia, no seu caso, é preciso somar o tempo que esteve lesionado. “Para muitos deles são cinco ou seis meses desde que jogaram mas, para mim, são 10 meses.”