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Afinal, Pippen não está chateado com Jordan por causa do documentário: “Porque ficaria ofendido com algo que aconteceu há 30 anos?”

Jordan chamou “egoísta” ao antigo companheiro de equipa no documentário “A Última Dança” mas também elegeu Pippen como o melhor colega que já teve

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JEFF HAYNES

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O antigo jogador da NBA Scottie Pippen diz que tem falado com Michael Jordan desde que o documentário “A Última Dança” foi transmitido, na primavera, e desvalorizou qualquer problema entre as antigas estrelas dos Chicago Bulls. “Por que ficaria ofendido por algo que aconteceu há 30 anos?”, questionou Pippen.

Jordan elogiou Pippen no documentário que mostra o período de domínio dos Bulls nos anos 90, dizendo que tinha sido o melhor companheiro de equipa que tinha tido. Ambos os jogadores foram homenageados no Hall of Fame da modalidade. Mas Jordan também criticou Pippen no segundo episódio por ter tomado uma decisão “egoísta” ao adiar uma operação a um tendão no tornozelo até depois do início da época 1997/98. No documentário, Michael Jordan diz que não compreende a decisão de Pippen.

Segundo o jornal inglês “The Guardian”, houve relatos de que Pippen não gostou da forma como foi retratado na série. Na última terça-feira, porém, o ex-companheiro de Jordan disse: “Não fiquei chateado com isso”. O documentário mostra também a recusa de Pippen de entrar num jogo a poucos segundos do fim. “Não me incomodou nada,” disse Pippen. “Foi uma oportunidade para as gerações mais novas que não tinham visto ou não sabiam nada sobre basquetebol nos anos 90.”

Agora com 54 anos, Scottie Pippen ganhou seis campeonatos da NBA com os Bulls, foi eleito All-Star sete vezes e conquistou duas medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos. Atualmente é comentador televisivo.

O documentário foi um êxito, em grande parte devido ao timing: foi para o ar numa altura em que o desporto estava suspenso por causa do novo coronavírus. De acordo com a ESPN, os últimos dois episódios foram vistos por 5,6 milhões de espetadores só nos EUA.