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Marinha americana condena vídeo com cães a atacar homem com a camisola de Kaepernick

O vídeo tem mais de um ano mas ressurgiu agora nas redes sociais, chamando a atenção do comando naval. Kaepernick tornou-se conhecido no mundo em 2016, por se ajoelhar durante a cerimónia do hino nacional, em protesto contra a violência policial

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Colin Kaepernick ao serviço dos San Francisco 49ers.

Thearon W. Henderson

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O comando naval norte-americano disse no domingo que está a investigar um vídeo que mostra cães militares a atacar um figurante vestido com a camisola do antigo jogador de futebol americano Colin Kaepernick durante uma demonstração no Navy Seal Museum no ano passado.

O video, que foi publicado pela primeira vez no Instagram em janeiro de 2019, ressurgiu nas redes sociais na manhã de domingo. A legenda dizia: “Josh, duplo de Colin Kaepernick, é atacado por cinco cães da marinha por não ficar de pé durante o hino nacional numa recolha de fundos do Navy Seal Museum”.

O comando naval, que supervisiona os Navy Seals, disse numa declaração que soube do vídeo no domingo e prometeu uma investigação ao problema. “A mensagem inerente deste vídeo é completamente inconsistente com os valores e a ética da marinha norte-americana. Estamos a investigar o problema e as indicações iniciais são de que não houve oficiais da marinha no ativo ou equipamento envolvidos neste evento independente.”

Kaepernick tornou-se conhecido ao serviço dos San Francisco 49ers, tendo conduzido a equipa à Super Bowl de 2012. Em 2016, começou a ajoelhar-se durante o hino nacional, em protesto pela injustiça racial e pela violência policial nos EUA. Desde então, nunca mais conseguiu jogar em nenhuma equipa. O atleta de 32 anos fez uma queixa contra os donos da equipa, acusando-os de terem conspirado para mantê-lo fora da NFL.