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Xavi Hernández: “O futebol é o único dos desportos em que se insulta o trabalhador. Não podemos admitir o racismo ou o machismo”

O ex-jogador do Barcelona e da seleção espanhola e atual técnico do Al Sadd, do Qatar, falou sobre o sonho de treinar o antigo clube e pediu o fim dos insultos no futebol

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Gustau Nacarino

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Xavi Hernández pode ser uma lenda do Barcelona e da seleção espanhola, mas está a dar os primeiros passos como treinador. Em entrevista a uma revista do jornal “El País”, o ex-médio admite que gostava de regressar a Camp Nou para orientar o antigo clube mas considera que não é ainda o seu tempo. “Não penso que seja agora. Em janeiro disse-lhes que não era o momento e agora não me contactaram. Como adepto desejo-lhes o melhor. Respeito muito Quique Setién.”

Xavi reconhece que seria para ele um privilégio treinar um dia o Barcelona, “com uma equipa de sonho, com Jordi Cruyff, Carles Puyol e alguns jogadores atuais. Gostaria de fazer uma equipa com gente válida que conhece a casa, pessoas da minha confiança”.

Sobre o futuro de Messi no Barcelona, o técnico do Al Sadd não duvida da renovação do argentino: “Messi precisa do Barça e o Barça precisa do Messi. Têm que fazê-lo feliz, porque com o Leo Messi contente ganharão mais títulos”. “Espero que nos possamos voltar a encontrar a nível profissional. Ter o melhor jogador da história na tua equipa é ter um ás para ganhar.”

“O treinador é um vendedor de ideias para os seus jogadores e o que consegue convencê-los obtém bons resultados,” considera Xavi. Por outro lado, o técnico considera que “ainda há machismo no futebol. Não deixa de ser um reflexo da sociedade” e pede que se acabem com os insultos no futebol.

“O futebol é o único dos desportos – e empregos – em que se insulta o trabalhador, sejam os jogadores ou o treinador. Penso que temos de parar isto. É inadmissível, por exemplo, que se insulte o funcionário de um hotel ao fazer o seu trabalho. Não podemos admitir o racismo ou o machismo ou qualquer outro tipo de violência, é preciso erradicá-los parando os jogos automaticamente. O árbitro é o primeiro a ter de dizer: ‘Aqui não se joga porque não há condições’.”