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Mesut Özil: “Serei eu a decidir quando vou embora e não outros. A minha posição é clara.”

O internacional alemão do Arsenal era o mais bem pago do plantel até que chegou a pandemia e as coisas descambaram. Agora, não joga pelo clube londrino e diz que só sai quando quiser mas mostra-se disponível para honrar a camisola vermelha em campo

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OZAN KOSE

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Mesut Özil passou de renovar com o Arsenal até 2021 como o jogador mais bem pago do plantel a não ter minutos depois do recomeço da Premier League. “As pessoas vão sempre amar-te ou odiar-te, mas o principal é o que pensam os que te conhecem. O dizem as pessoas de fora sobre o meu jogo ou o meu caráter é irrelevante para mim,” disse o jogador alemão.

“Aquando do recomeço, eu estava em forma para jogar, mas quando sabes que estás bem mas não vais jogar, é difícil estar a 100%,” destaca o jogador numa entrevista sem papas na língua ao “The Athletic”.

O ex-jogador do Real Madrid foi titular no Arsenal nos últimos dez jogos antes do confinamento e agora diz o que pensa: “Respeito as decisões do técnico mas penso que estas coisas deveriam basear-se apenas no que é feito em campo. Não me foi dada a oportunidade de mostrar o que posso fazer.”

Quanto ao desejo demonstrado pelo Arsenal de rescindir o contrato, Özil é, mais uma vez, claro: “Serei eu a decidir quando vou embora e não outros. A minha posição é clara. Estarei aqui até ao último dia do nosso contrato e darei tudo o que tenho por este clube. Situações como estas apenas me farão mais forte.”

Há uns meses, o internacional alemão de origem turca criticou a China pela sua postura em relação à minoria muçulmana uigur. Özil explica: “Não era contra os chineses mas sim contra quem está a fazer isso aos muçulmanos. Gostaria que se tivesse feito o mesmo com os muçulmanos que se fez na América com a morte de George Floyd e ‘Black Lives Matter’. O Arsenal tem muitos jogadores e adeptos muçulmanos e é importante que o mundo grite ‘Muslim Lives Matter’.