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Wenger quer regressar ao ativo e ofereceu-se para substituir Koeman na seleção holandesa

De acordo com o jornal inglês “Daily Mirror”, Arsène Wenger terá oferecido os seus serviços à Federação Holandesa de Futebol para substituir Ronald Koeman como selecionador, no caso de este rumar a Barcelona

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JOEL SAGET

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O francês tem estado a trabalhar com a FIFA como diretor para o desenvolvimento global do futebol desde que deixou o Arsenal, em maio de 2018. Mas Wenger tem falado, volta e meia, sobre um possível regresso. O comando da seleção cor de laranja poderia ser a oportunidade perfeita.

Uma espécie de efeito dominó começou com o despedimento de Quique Setien do Barcelona, na segunda-feira, dias depois da derrota histórica dos catalães frente ao Bayern Munique, em Lisboa. Koeman é agora um dos nomes mais falados para tomar as rédeas de um clube caótico, virando assim as costas ao projeto que tem vindo a liderar e que pretendia conduzir até ao próximo Europeu.

O antigo treinador do Benfica qualificou a Holanda para o Campeonato da Europa, bem como para a final da Liga das Nações, que perdeu para Portugal, mas segundo o “Daily Mirror”, o chamamento dos gigantes espanhóis terá sido demasiado atraente para rejeitar. Ronald Koeman jogou seis anos no Barcelona e nunca escondeu o desejo de voltar.

Jan Joost van Gangelen, apresentador da Fox Sports, anunciou que Wenger se chegou imediatamente à frente, oferecendo-se como candidato à sucessão de Koeman aos comandos da seleção holandesa. Se aceitar, Wenger estará à frente do projeto Euro 2021.

Falando sobre a possibilidade de regressar ao trabalho como treinador, Wenger, de 70 anos, disse à Europe 1: “Todos os dias quero treinar, tenho-o feito a vida toda. Tenho 70 anos, dei muito. Devia jogar um pouco de roleta russa, mesmo que isso mexa com a minha saúde? Eu não consigo fazer as coisas pela metade”.

Assumir os comandos de uma seleção pode portanto ser o mais conveniente, uma vez que não teria de lidar com os rigores diários e a pressão constante. Por outro lado, a experiência de Wenger pode ser uma mais-valia para qualquer equipa.

Ainda sobre um possível regresso, o francês acrescentou: “Será em condições que eu considero ótimas. De outra forma, não o farei”.