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Simeone gastou €284,5 milhões em Portugal desde que chegou ao Atlético em 2011

As transferências mais caras por cá foram: João Félix (127 milhões), Jackson Martínez (37 milhões), Gaitán (25 milhões), Gelson Fernandes (22,5 milhões), Felipe (20 milhões), Oblak (16 milhões) e Pizzi (13,5 milhões)

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Sonia Canada

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A época frouxa do Atlético Madrid, um rótulo frouxo que só acontece porque Diego Simeone colocou os padrões e a exigência tão para cima, merece atenção nas páginas do “As”, o desportivo que faz as contas ao que o treinador argentino gastou em contratações e onde gastou.

Desde que chegou ao Atlético, em 2011, numa tremedeira pós-Manzano, “el cholo” fez 66 contratações, 15 delas em Portugal. Ou seja, 23% das transferências do treinador argentino aconteceram no mercado lusitano, sendo que foi por cá que assinou a transferência mais cara de todas: João Félix.

Este ano, após promessas de um futebol mais ofensivo, parece justo dizer-se que isso não aconteceu. E quanto mais talento pede, mais o preço dos jogadores se avolumam (e os problemas com jogadores, como alegadamente aconteceu com a posição em campo de Félix). É isso que tem acontecido. Segundo o “As”, o Atleti enfrenta um verão “com poucos recursos económicos”para contratar. O gabinete de scouting até terá várias opções para o treinador, mas desde que chegou ao banco dos colchoneros Simeone tem piscado o olho sobretudo à Península Ibérica (53% do total). Ou seja, 20 contratações em Espanha e 15 em Portugal, onde gastou 238,5 milhões e 284,5 milhões, respetivamente. As transferências mais caras por cá foram, para além do já mencionado Félix, Jackson Martínez (37 milhões), Gaitán (25 milhões), Gelson Fernandes (22,5 milhões), Felipe (20 milhões), Oblak (16 milhões) e Pizzi (13,5 milhões).

Na La Liga, Simeone sacou da pesada carteira para assinar jogadores como Vitolo, por 36 milhões, Marcos Llorente (35), Griezmann (30), Rodri (25) e Hermoso (25).

Essas 66 transferências aconteceram em 17 países, mas a predominância mora na Península Ibérica, onde “o factor Jorge Mendes se converteu como determinante”. A seguir surgem países como Itália, onde gastou 70,5 milhões em cinco jogadores, Inglaterra, 154 milhões em quatro, e Argentina, onde quatro futebolistas custaram 18,8 milhões de euros.

O top-5 de transferências mais caras de Simeone

João Félix (Benfica): 127, 2 milhões de euros
Lemar (Monaco): 70 milhões
Diego Costa (Chelsea): 60 milhões
Morata (Chelsea): 56 milhões
Jackson (FCP): 37