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Alexis Sanchez depois do primeiro treino no United de Mourinho: “O contrato não pode ser cancelado para que eu regresse ao Arsenal?”

O chileno apontou o dedo ao Manchester United de 2018, então treinado por José Mourinho, revelando mau ambiente e incompreensão por não ter sido mais utilizado pelo técnico português

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OLI SCARFF

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Em 2018, quando deixou o Arsenal para ingressar no Manchester United treinado por José Mourinho, esperava-se de Alexis Sanchez que confirmasse a preponderância que vinha mostrando nos Gunners. Mas a estadia em Old Trafford foi tudo menos isso. O chileno marcou cinco golos em 45 jogos antes de se mudar para o Inter de Milão por empréstimo e entretanto em permanência.

Agora, o jogador de 31 anos fez um vídeo para o Instagram, no qual revela, entre muitas outras coisas, que esteve perto do Manchester City antes de optar pelos rivais. Mas a revelação mais significativa é, porventura, a admissão de que um treino sob a batuta de Mourinho foi suficiente para Sanchez perceber que não queria estar ali.

“Tive a oportunidade de ir para o United e isso pareceu-me tentador. Era algo bom para mim porque, quando eu era miúdo, gostava muito do clube. Acabei por assinar sem ter muita informação sobre o negócio. (…) No primeiro treino apercebi-me de muitas coisas. Vim para casa e perguntei ao meu agente: ‘O contrato não pode ser cancelado para que eu regresse ao Arsenal?’ Eles riram-se e eu disse-lhes que algo não batia certo. Mas já tinha assinado,” conta Alexis Sanchez.

José Mourinho acabaria por relegar para o banco aquele que era um dos melhores jogadores da Premier League. Meses depois, o técnico português foi despedido e chegou Ole Gunnar Solskjaer. Sanchez falou com ele: “Disse-lhe que precisava de sair dali, tinha surgido a oportunidade de ir para o Inter. Ele disse-me que não havia problema”.

Antes de se mudar para Old Trafford, Sanchez marcou 80 golos em 166 jogos pelo Arsenal. No United, o chileno recebia mais de 300 mil euros por semana, com um pagamento adicional de 100 mil euros semanais de um acordo de cinco milhões anuais relacionado com direitos de imagem.