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O Leeds nomeou Kiko Casilla capitão depois de o espanhol ter sido condenado por racismo e os adeptos indignaram-se

A decisão do Leeds United de nomear o guarda-redes espanhol como capitão no jogo da Taça da Liga com o Hull foi mal recebida pelos adeptos. Casilla foi considerado culpado por insultos racistas contra Jonathan Leko, do Charlton, na última época

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Alex Dodd - CameraSport

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Após o incidente, nem o histórico clube inglês nem o guarda-redes emitiram qualquer pedido de desculpa, pelo que a decisão de dar a braçadeira Kiko Casilla na quarta-feira à noite foi recebida com estupefação. Um fã escreveu nas redes sociais: “Por favor, por que é que Kiko Casilla ainda está no Leeds, como é que ser culpado de racismo não viola o contrato, é um insulto pô-lo a jogar e nomeá-lo capitão”.

Outro adepto do clube de Yorkshire escreveu: “A única coisa que tem sido mal gerida no Leeds nos últimos seis a 12 meses é Kiko Casilla, independentemente das provas, uma vez culpado ele deveria ter sido dispensado e nunca capitanear o Leeds United”.

O espanhol de 33 anos foi suspenso por oito jogos no início de março, após o incidente que aconteceu num jogo do Championship. Casilla foi também multado em 65 mil euros depois de considerado culpado.

Num comunicado emitido após o veredito, um porta-voz do Leeds disse: “Gostaríamos de esclarecer que não toleramos qualquer forma de discriminação no nosso clube e somos líderes na luta contra a discriminação na comunidade que nos envolve. No entanto, é importante reconhecer que o Kiko sempre negou ter feito qualquer comentário racista. O painel da FA baseou a sua decisão nas probabilidades e não em provas”.

Para muitos fãs, independentemente da forma como a federação inglesa chegou à decisão, Casilla não deveria ter sido nomeado capitão.