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Diretor do Grande Prémio da Rússia nega acusações de Hamilton. “Houve uma infração e não interessa quem foi”

A acusação de Lewis Hamilton de que ele e a equipa Mercedes estão a ser perseguidas para tornar a Fórmula 1 mais competitiva foi fortemente negada pela FIA

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Clive Mason - Formula 1/Getty

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O campeão do mundo acusou a FIA de tentar pará-lo, à medida que se aproxima do seu sétimo título mundial, depois de ter sido penalizado no Grande Prémio da Rússia. No entanto, o diretor da corrida, Michael Masi, insiste que não há qualquer conspiração para derrubar o domínio do piloto britânico.

Hamilton recebeu duas penalizações de cinco segundos em Sochi por ter feito um teste de partida fora da área designada, à saída das boxes, a caminho da grelha. Ele partiu da grelha mas uma vez cumpridas as penalizações, o melhor que Hamilton conseguiu foi o terceiro lugar. O inglês descreveu o castigo como “ridículo” e disse: “Era de esperar, eles estão a tentar parar-me, certo?”.

Masi rejeitou as acusações e defendeu as decisões dos seus oficiais de pista. “Da perspetiva da FIA estamos lá como reguladores desportivos para administrar as regras. Os oficiais de pista são autoridades independentes que as adjudicam. Houve uma infração e não interessa se foi Lewis Hamilton ou qualquer outro dos 19 pilotos,” disse.

Hamilton foi inicialmente também penalizado com a subtração de dois pontos pela infração, mais tarde a medida foi revertida quando se tornou claro que a Mercedes tinha dito ao seu piloto que era aceitável que ele praticasse a partida fora da área designada. Hamilton disse que gostaria de discutir o assunto com Massi antes da próxima corrida, em Nurburgring e o diretor da corrida disse que veria com bons olhos uma oportunidade de clarificar a posição da FIA.

“A meu ver é muito simples, se o Lewis quiser levantar alguma questão, como já lhe disse a ele e a todos os pilotos, a porta está sempre aberta, estou ao dispor para discutir o que quer que seja,” disse Masi.

A Mercedes não recorreu das penalizações mas argumentou que houve ambiguidade nas regras que não especificaram o local onde o piloto poderia praticar as partidas. O diretor de engenharia da Mercedes, Andrew Shovlin, admitiu, no entanto, que ficaram imediatamente preocupados ao ver Hamilton dirigir-se para a saída das boxes. “Não tínhamos percebido que ele ia para tão longe,” disse. “Quando vimos a posição do carro não foi uma total surpresa que eles não tenham gostado.”