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Caso Mayorga. Juíza americana vai ouvir argumentos sobre alegados subornos de Cristiano Ronaldo

A batalha legal do internacional português contra uma mulher que o acusa de violação numa suite de um hotel em Las Vegas, há mais de 10 anos, vai continuar num tribunal americano do Nevada, presidido por uma juíza federal

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Jennifer Lorenzini

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Ainda não há data para o julgamento do caso Kathryn Mayorga mas a juíza Jennifer Dorsey disse que vai ouvir argumentos e decidir se Mayorga estava em condições psicológicas para entrar no esquema de suborno com os representantes de Ronaldo que lhe pagaram 375 mil dólares.

O advogado de Cristiano Ronaldo, Peter Christiansen, recusou comentar na terça-feira passada. Já os advogados de Mayorga, liderados por Leslie Mark Stovall, ainda não responderam ao comunicado da juíza, emitido a 30 de setembro.

A juíza Dorsey escreveu que o tribunal deve decidir se Mayorga “não tinha a capacidade mental” para assinar um acordo de confidencialidade com os representantes de Ronaldo e “se algum acordo foi alguma vez assinado por ambas as partes”.

De acordo com o jornal “The Guardian”, não ficou claro se Ronaldo ou Mayorga têm de estar presentes na análise das provas. A juíza deu a ambas as partes até ao fim de novembro para chegarem a um acordo quanto a um julgamento formal.

A deliberação representa um contratempo para os representantes legais do português, que mantiveram os detalhes do acordo de 2010 selados até agora. As questões à volta do caso que o juiz Daniel Albregts considerou, em fevereiro, que não deveriam ser divulgadas, vão ser agora ouvidas num tribunal público.

Mayorga, de 37 anos, é uma antiga professora e modelo que vive na região de Las Vegas. No processo, acusa Ronaldo e os seus associados de terem violado o acordo de confidencialidade ao permitirem que notícias surgissem em publicações europeias, em 2017. Mayorga quer receber pelo menos mais 200 mil dólares de Ronaldo.

Os advogados de Ronaldo mantêm que as notícias nos média foram baseadas em dados eletrónicos obtidos ilegalmente e vendidos por cibercriminosos. Os representantes do capitão da seleção nacional alegam que os documentos foram alterados e queixam-se de que o processo colocado por Mayorga danifica a reputação de Ronaldo.

Mayorga diz que conheceu Cristiano Ronaldo numa discoteca, em 2009, e que foi com ele e outras pessoas para uma suite, onde foi alegadamente agredida sexualmente. Ronaldo, através dos seus advogados, mantém que o sexo foi consensual. O principal defensor de Mayorga diz que esta tinha dificuldades cognitivas em criança, foi pressionada pelos representantes do jogador e não tinha a capacidade legal para assinar um acordo de confidencialidade.

Lembre-se que, em 2019, um juiz decidiu que não havia provas suficientes para que Ronaldo fosse acusado criminalmente.