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Ataque a Alcochete. MP quer agressor de Bas Dost e JJ de volta à prisão

Procuradores discordam da sentença da juíza, que condenou Rúben Marques a cinco anos de prisão com pena suspensa. Vão recorrer para a Relação de Lisboa, diz o "Jornal de Notícias"

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Tiago Petinga

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O Ministério Público não está contente com a decisão judicial que condenou nove dos 44 arguidos do ataque à Academia de Alcochete a penas de prisão efectiva. Os procuradores querem que outros três indivíduos, que já tinham estado em prisão preventiva, cumpram uma pena na cadeia, diz o “Jornal de Notícias” desta terça-feira.

Um desses indivíduos é Rúben Marques, que entrou na Academia de cinto em punho, danificou o carro do treinador de guarda-redes Nélson Pereira, e agrediu Bas Dost e Jorge Jesus. O avançado holandês foi ainda pontapeado pelo adepto quando já estava no chão, e teve de ser suturado na cabeça devido ao ferimento causado pela fivela do cinto. Rúben Marques confessou esta agressão apenas, negou ter agredido alguém dentro do balneário, e viu o tribunal suspender-lhe a pena de cinco anos de prisão.

“A simples ameaça da pena [não] o afastará da prática de futuros crimes”, argumenta o Ministério Público em relação a Rúben Marques, discordando assim do que a juíza Sílvia Pires escreveu no acordão. Por isso, o MP recorreu da decisão para o Tribunal da Relação de Lisboa, com um pedido de pena efectiva.

Bruno de Carvalho absolvido de todos os crimes no caso da invasão da Academia de Alcochete

Nove dos 44 arguidos do caso da invasão da Academia de Alcochete tiveram penas de prisão efetiva. 28 ficaram com a pena suspensa e quatro foram alvo de multa. Já o ex-presidente do Sporting, Nuno 'Mustafá' Mendes e Bruno Jacinto foram absolvidos