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“Não temos mais razões para sair da Fórmula 1 do que tem o Bayern de Munique para se retirar do futebol,” diz o líder da Mercedes

Ola Källenius é o presidente da Daimler, que detém a Mercedes, e promete que a equipa vai continuar a ter o investimento necessário para se manter competitiva

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Dan Istitene - Formula 1/Getty

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A crise económica provocada pela pandemia Covia-19 deixou muitas equipas de Fórmula 1 com problemas que terão influência sobre o planeamento das próximas temporadas. Ola Källenius, presidente da Daimler, anunciou uma redução de gastos para os próximos anos da equipa Mercedes, mas adiantou que isso não significa que reduzam ou limitem o seu programa na Fórmula 1.

O sueco declarou que a empresa terá de enfrentar uma série de objetivos económicos: “Não temos mais razões para sair da Fórmula 1 do que tem o Bayern de Munique para se retirar do futebol. Mas a carga financeira que nos preocupa será reduzida para metade nos próximos três anos e, quanto à Fórmula 1, definimos metas mais agressivas do que noutras áreas da empresa”.

A Mercedes mantém assim um compromisso total com a F1. “Com a eletrificação a partir de 2021, a AMG está pronta para o próximo nível. A ligação entre a submarca e a Fórmula 1 vai intensificar-se no próximo ano para aumentar a identidade da marca de alto rendimento e para que seja tida mais em conta,” explicou o presidente da Daimler numa conferência de imprensa online.

O facto de a Fórmula 1 vir a ter um limite orçamental máximo permitirá à Daimler passar para a AMG parte dos recursos que antes se destinavam à F1. Essa otimização de recursos para a AMG e a neutralidade carbónica nos seus programas de competição através da utilização de combustíveis sintéticos são os principais desafios para o futuro da equipa alemã.