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Os fatos de Nagelsmann: “Não falem tanto sobre a minha roupa. Eu visto o que quero. Sou treinador de futebol e não modelo”

Apesar de ter perdido 5-0 com o Manchester United, em jogo a contar para a Liga dos Campeões, o jovem treinador chamou a atenção pelo casaco que escolheu para o encontro e grande parte da discussão pós-jogo nas redes sociais foi à volta disso

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Antes do jogo com o Manchester United, o treinador do Leipzig não teve qualquer problema em falar da indumentária que tinha escolhido para usar durante o encontro. Julian Nagelsmann chegou a descrever a roupa que iria usar como “de certa forma especial”.

No fim do jogo, depois de ter perdido 5-0 com os Red Devils, o ambiente era outro. Foi nessa altura que um repórter da Sky alemã sugeriu a Nagelsmann que a sua indumentária de xadrez cinzento não iria voltar para o guarda-fatos como “fato da sorte”. Ao comentário, o técnico alemão respondeu agressivamente: “Não falem tanto sobre a minha roupa. Eu visto o que quero. Sou treinador de futebol e não modelo”.

Já no jogo da época passada com o Paris Saint-Germain, Nagelsman tinha usado um fato de autor. Numa entrevista ao “Daily Mail”, o técnico de 33 anos disse ter “uma roupa especial para quarta-feira também”. “Não é tão especial como o fato que usei frente ao PSG, mas está bem. É um pouco estilo britânico.”

Os próprios adeptos não tardaram a reagir nas redes sociais. Um deles escreveu: “Obviamente Nagelsmann perdeu uma aposta e o castigo foi ter de usar aquele casaco horroroso em direto na televisão.

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    Começou a treinar aos 28 anos, aos 31 recebeu um telefonema do Real Madrid e agora, com 33, está a três jogos da final da Liga dos Campeões em Lisboa. Defronta, esta quinta-feira, o Atlético de Madrid (20h, E1) com o seu RB Leipzig, que é talvez a equipa mais versátil e difícil de decifrar da prova, porque tanto começa o jogo em 4-4-2, como o acaba em 3-5-2, tendo mudado a meio para um 3-4-3. Mas, para Julian Nagelsmann, “os sistemas ou as formações táticas não contam” e “são apenas números”, porque ele pode mudá-los “10 vezes durante o jogo, que isso não vai alterar a nossa forma de jogar de futebol”. Em entrevista exclusiva à Tribuna Expresso, o treinador mais novo da competição defende como, durante a semana, tenta que haja um dia em que os jogadores possam jogar “sem regras, sem pensarem em futebol, apenas para se divertirem”, como se estivessem com “os amigos no parque”