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São lendas como jogadores. Como treinadores, estão a começar por baixo

Qualquer dos citados equivale a muitas vitórias ao mais alto nível do futebol mundial. Mas isso não significa que tenham desde logo as portas escancaradas para iniciar uma careira como treinadores. Há os que se ficam pelas equipas B, outros viajam para lugares mais exóticos. Todos procuram o sucesso para subir na pirâmide do futebol mundial

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Jon Buckle - EMPICS

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Tal como Pep Guardiola e Zinedine Zidane, Xabi Alonso está a começar uma carreira de treinador a partir de baixo, buscando uma ascensão gradual na pirâmide dos técnicos. O basco está a orientar a equipa B da Real Sociedad, num regresso pouco glamoroso à sua região de origem, tendo em conta que jogou – e de que maneira – em clubes como o Real Madrid, o Liverpool ou o Bayern de Munique.

Wayne Rooney brilhou como poucos no Manchester United, sendo o melhor marcador de sempre pelos Red Devils. Continua a jogar mas tem agora a seu cargo a função de treinador interino do Derby County, depois de outra vedeta de outrora, Phillip Cocu, ter sido despedido.

Xavi Hernandes dominou o meio campo no Barcelona e na seleção espanhola enquanto jogador. Segundo o “Daily Mail”, esse era um sinal evidente de que Xavi iria seguir uma carreira de treinador. Depois de deixar a Catalunha, Xavi foi para o Al-Sadd, do Qatar, onde terminou a carreira de jogador e deu início à aventura como técnico.

No verão passado, Xavi terá sido convidado para treinar o clube do coração mas a lenda do Barcelona terá decidido que era cedo para assumir o comando de um gigante do futebol mundial. Koeman foi contratado e Xavi permaneceu no Qatar mas chegará certamente o dia em que o antigo médio vai tomar as rédeas do clube catalão.

Outro exemplo é o de Vincent Kompany. O belga capitaneou o Manchester City e deixou o clube em 2019, para se tornar jogador e treinador do Anderlecht, o seu clube de formação. O início não foi fácil, pelo que antes de terminar a carreira de jogador, Kompany pôs de parte as funções técnicas. Meses mais tarde, pendurou as chuteiras e tornou-se treinador a tempo inteiro.

Aos 44 anos, Ruud van Nistelrooy, antiga estrela do Manchester Uniter e da seleção holandesa já acumulou alguma experiência como treinador. No entanto, o antigo goleador esteve ligado às equipas de sub-17 e sub-19 do PSV Eindhoven até ser chamado à seleção laranja como adjunto de Guus Hiddink e, mais tarde, de Ronald Koeman.

Robbie Fowler é um ídolo para os adeptos do Liverpool, não só por ter sido um grande jogador mas também pelo seu feitio fácil. A personalidade de Fowler talvez não o tenha ajudado no início da carreira como técnico. O antigo avançado tem viajado muito em busca do sucesso como treinador. Desde o Muanthong United, da Tailândia, ao Brisbane Roar, da Austrália, passando pelo East Bengal, da Índia.

Raul pode não ter um cargo impressionante, mas pelo menos está em casa. O mais-que-tudo dos adeptos do Real nos anos 90 treina o Castilla, clube que, na prática, é o Real Madrid B. Talvez tenha sido inspirado por Zidane, que passou dois anos à frente do Castilla.