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Caroline Wozniacki foi líder do ranking WTA, venceu 30 torneios e, aos 30 anos, retirou-se por ter artrite reumatoide

Foi em janeiro que a dinamarquesa percebeu que era altura de ceder. Hoje em dia, tenta viver uma vida normal e dedica-se às pessoas que contraíram a mesma doença

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Caroline Wozniacki com o troféu do Open da Austrália, que conquistou em janeiro. Foi o primeiro Grand Slam na carreira da dinamarquesa.

Chaz Niell/Icon Sportswire

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Há quase um ano, em janeiro de 2020, no Open da Austrália, Caroline Wozniacki pousou a raquete e deixou o desporto que a levou à glória. A antiga número um do mundo, de 30 anos, tinha sido diagnosticada com artrite reumatoide e teve de mudar de vida.

"Passei a ser uma nova Caroline. Um dia queres levantar-te da cama e não podes, não consegues mexer-te. És uma das melhores tenistas do mundo, reconhecida pela tua capacidade atlética e não te mexes. Foi um choque,” desabafou Wozniacki.

A ex-tenista tenta levar uma vida normal, de alguém que não aspira a vencer nos cortes mas sim fora deles, do dia-a-dia. “Às vezes a doença dá-me luta, mas em outras ocasiões sou eu quem vence,” conta Caroline, acrescentando: “Sou feliz a ajudar as pessoas, para que se conheça exatamente o que é a artrite reumatoide.” A dinamarquesa concentra-se agora na ajuda a outros, “porque isto pode afetar qualquer pessoa, seja jovem ou de mais idade". A vencedora de 30 torneios WTA dedica-se agora à divulgação da doença e a formas de a contornar. "Fazemos muitas coisas, seja através das redes sociais, entrevistas ou conferências."

No final da carreira, a doença já lá estava, no corpo talhado para vencer. Manifestava-se ocasionalmente e Caroline diz: “Tem de se aprender a viver com isto. Como tenista tens de estar sempre ao mais alto nível e às vezes isso não é possível. Encarei a situação como uma forma de me superar. (…) Não podia jogar muitos torneios, tinha de ouvir o meu corpo. Às vezes levantava-me e não me sentia bem. A solução era descansar durante esse dia. No final aprendi a lidar com isto."