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Como o Brexit mudou as regras: jogadores da UE precisam de visto para jogar na Premier League

Para além da perda de privilégios dos futebolistas provenientes da União Europeia, os clubes da Premier League não vão poder contratar jogadores com menos de 18 anos

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Tottenham Hotspur FC via Getty Images

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A federação inglesa de futebol anunciou medidas controversas que farão com que a Premier League e a EFL (associação que junta os clubes das categorias abaixo da Premier League) não possam contratar jogadores estrangeiros com menos de 18 anos. Todas as transferências da União Europeia estarão também sujeitas à apresentação de vistos de trabalho.

A atitude controversa vem no seguimento do abandono da estrela do Reino Unido na bandeira da UE. De acordo com o jornal “The Guardian”, a medida pode ter “efeitos sísmicos sobre o domínio recente dos clubes ingleses sobre os adversários continentais”. A Premier League e a EFL confirmou na terça-feira que o novo sistema vai entrar em vigor quando o período de transição do país terminar, a 31 de dezembro.

Aparentemente, a medida tenta encorajar os clubes a “produzir” mais talentos “da casa”. Para já, os jogadores que cheguem de fora da UE são obrigados a apresentar um grande número de jogos pelas suas seleções para poderem jogar na liga inglesa. A partir de 1 de janeiro, com um sistema por pontos, somam-se novos fatores (“a qualidade do clube vendedor, baseada na liga em que joga, posição que ocupa nessa liga e comportamento nas competições continentais”) que ajudarão a atribuir ou não o visto de trabalho, extensível a jogadores provenientes de campeonatos da UE.

“Os jogadores que acumulem a quantidade necessária de pontos, recebem o visto automaticamente, enquanto os jogadores abaixo do limite podem ser considerados para um visto, de acordo com a opinião de um painel de exceções,” diz o comunicado das organizações responsáveis pelas mais importantes competições de futebol de Inglaterra.

“O sistema vai ao encontro dos objetivos da Premier League e da FA de permitir o acesso dos melhores jogadores e dos futuros talentos aos clubes, ao mesmo tempo que salvaguarda as equipas inglesas, ao assegurar oportunidades para os jogadores da casa. Na Premier League, o número de jogadores estrangeiros com menos de 21 anos que um clube pode contratar estará limitado a três na janela de janeiro e seis por época. Isto torna possível o recrutamento dos melhores jogadores à volta do mundo para treinar e jogar com talentos das academias,” argumenta o comunicado.

No futebol feminino, os requisites de entrada nas ligas inglesas não vão incluir o número de internacionalizações ou a progressão do clube de origem nas provas europeias.