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Man United, Liverpool e Tottenham não apoiam campanha contra a homofobia nos países árabes

Os dois grandes rivais na história do futebol inglês, bem como o Tottenham, estão entre os clubes que geolocalizaram as suas contas nas redes sociais por causa da campanha “Rainbow Laces”, contra a homofobia. Os conteúdos são diferentes nos países do Médio Oriente.

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Michael Regan

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Os clubes da Premier League uniram-se nas últimas duas jornadas da competição para mostrar o seu apoio à comunidade LGBT. Entre 4 e 13 de dezembro, os capitães usaram braçadeiras com as cores do arco-íris, enquanto o resto das equipas entrou em campo com fitas coloridas. Os clubes também mostraram o seu apoio nas redes sociais modificando os respetivos emblemas.

No entanto, de acordo com o “The Athletic”, as ações nas redes sociais variaram conforme a região, uma vez que algumas zonas à volta do mundo são ainda bastante conservadoras no que diz respeito aos direitos LGBT. Resultado disso, alguns clubes consideraram que os emblemas com as cores do arco-íris poderiam prejudicar a própria luta.

Na conta principal do Liverpool no Twitter, o emblema aparece dentro de uma moldura colorida e uma fotografia de Jordan Henderson com a braçadeira do arco-íris. Estas imagens surgem também na conta brasileira do clube, por exemplo. Nas contas dos países árabes e da Indonésia não há qualquer referência à campanha.

No caso do Manchester United, a conta principal promove a campanha “One Love”, replicada, por exemplo, no perfil em castelhano. No entanto, tal como os rivais de Liverpool, os Red Devils mantiveram tudo como dantes nas contas árabes, indonésia e malaia.

O Tottenham de José Mourinho promoveu as “Rainbow Laces” na sua conta principal, mas também nos perfis em espanhol e em português. Nas contas tailandesa, malaia e indiana não há qualquer referência à luta pelos direitos LGBT.

Segundo um jornalista do Médio Oriente disse ao “The Athletic”, a campanha não seria bem-sucedida nesses países, haveria “pouca reação às publicações”. Segundo o “The Athletic” notou, não é com publicações geolocalizadas que se consegue parar a ameaça do preconceito. O West Ham, que decidiu apoiar a campanha em todas as suas contas, escreveu no Facebook que “as mensagens que incitem ao ódio não serão toleradas”. “Por favor compreendam que o nosso clube é uma organização inclusiva, contra as desigualdades, o racismo ou qualquer forma de descriminação,” diz o comunicado publicado no Facebook do clube londrino.