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Freddy Adu: “No Benfica havia muita confusão, mas joguei melhor que o Di Maria. Depois, cometi o maior erro da minha carreira”

Foi uma das maiores promessas do futebol dos EUA. A carreira do menino-prodígio que o Benfica foi buscar acabou por não ser tão promissora como parecia

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FRANCISCO LEONG

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Freddy Adu chegou ao Benfica em 2007. Conquistou imediatamente pela simpatia e, em campo, prometia uma carreira sempre a subir. Mas o que aconteceu foi um saltitar de empréstimo em empréstimo, algo que, agora, aos 31 anos, Adu lamenta, de certa forma.

Numa conversa com Grant Wahl, o futebolista revela não ter dúvidas quanto ao evento que provocou um irreversível desvio no seu percurso: “O maior erro que cometi na minha carreira foi ser emprestado pelo Benfica ao Mónaco,” afirma Adu. “Se eu pudesse reverter essa decisão, não teria aceite o empréstimo.”

A própria situação de instabilidade no clube da Luz explica, em parte e segundo o norte-americano, a sua precipitação: “Eu tinha passado por três treinadores num ano no Benfica. Havia tanta confusão naquele clube que eu penso que só queria sair de lá e ir para outro lado o mais depressa possível”.

Adu continua: “A saída para o Mónaco acabou por ser a decisão errada. (…) Eu cheguei ao Benfica ao mesmo tempo que o Di María. No primeiro ano, joguei melhor do que ele, mas decidi ser emprestado. E o Di María ficou no Benfica. O que aconteceu? Veio um treinador novo, ele teve oportunidades e tornou-se titular. Um ano ou dois depois disso, Di María foi para o Real Madrid. Eu continuei de empréstimo em empréstimo e as nossas carreiras…”.

Desta forma, Adu explica que uma opção errada pode ter comprometido uma carreira que parecia ir num bom caminho: “Eu apenas tomei, na minha opinião, a pior decisão possível para a minha carreira. É o meu maior arrependimento”.