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Este 'Sir' organizou as Olimpíadas de Londres e considera “pouco provável” que haja Jogos em Tóquio este ano

"A não ser que a vacinação avance mais depressa", um dos responsáveis pela organização dos Jogos Olímpicos de Londres acha pouco provável que a edição deste ano (ou melhor, do ano passado), em Tóquio, aconteça dentro de seis meses, como planeado

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Chris Jackson

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Os organizadores de Tóquio 2020 deviam estar “a planear o cancelamento”, diz o homem que liderou a equipa de Londres 2012. Com os Jogos Olímpicos agendados para daqui a seis meses, a cidade anfitriã está em estado de emergência, depois de um surto do novo coronavírus em todo o Japão.

O primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, e o Comité Olímpico Internacional creem que os Jogos vão mesmo acontecer em 2021. Mas Sir Keith Mills, presidente do comité organizador da edição de Londres, diz: “Vendo a pandemia à volta do mundo, na América do Sul, na América do Norte, em África e por toda a Europa, parece-me pouco provável”.

“Se eu fizesse parte do comité organizador de Tóquio 2020, estaria a fazer planos para o cancelamento e tenho a certeza de que eles têm planos para o cancelamento,” opinou o inglês, em conversa com o podcast “Wake up to Money”, da BBC. Mills disse ainda: “Penso que eles vão esperar até ao último minuto no caso de a situação melhorar dramaticamente, se as vacinas começarem a ser dadas mais depressa do que o esperado”.

“É uma situação difícil, não gostava de estar na pele deles. Seria uma tragédia para todos. O efeito devastador disto, não apenas em Tóquio e no Japão mas à volta do mundo, não dever ser subestimada. É enorme,” confessou Sir Keith.

A semana passada, um ministro japonês disse que os Jogos atrasados podem não acontecer, apesar de o comité organizador insistir que a ideia de voltar a adiar a competição desportiva mais importante do mundo nunca foi discutida. “Precisamos de fazer o melhor que pudermos para nos prepararmos para os Jogos, neste momento, mas tudo pode acontecer,” disse Taro Kono, ministro da Administração, numa entrevista à Reuters.