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“Lampard não devia surpreender-se por ter sido despedido pelos jogadores. Ele próprio o fez a Villas-Boas”

O Chelsea demitiu Frank Lampard, o treinador, e este experimentou a sensação de ser despedido da mesma forma que André Villas-Boas em 2012. Na altura, Lampard, o jogador, terá sido um dos responsáveis pelo despedimento do português

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Mike Egerton - EMPICS

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Quando André Villas-Boas foi despedido pelo Chelsea, em 2012, ouviu-se um burburinho: os jogadores do clube tinham “feito a folha” ao técnico português. Nada de novo. Até que um desses jogadores, quiçá o mais importante, se viu na mesma situação.

Gary Neville era então um adversário, hoje em dia é comentador e afirma sem dúvidas que a destituição de Villas-Boas “também teve que ver com os jogadores,” nomeadamente Frank Lampard, que era um dos líderes do balneário dos Blues.

Aparentemente, segundo Neville, eram os futebolistas a contactar os meios de comunicação para pressionar e, dessa forma, atingir o objetivo: fazer com que Villas-Boas fosse despedido. “Villas-Boas tinha escolhido a equipa para um jogo da Liga dos Campeões e deixou de fora Frank Lampard, Michael Essien e outro jogador importante,” conta o antigo defesa do Manchester United no seu podcast.

“O Chelsea tem sido um clube verdadeiramente brutal para os treinadores ao longo de muitos, muitos anos,” diz Neville. Lampard tinha assinado um contrato por três épocas mas manteve-se no cargo de técnico do clube durante apenas uma época e meia. “Lampard sofreu essa brutalidade na semana passada e não devia surpreender-se porque estava no clube quando Villas-Boas ou mesmo Scolari, entre todos os que vieram e foram embora,” lembra Neville. Lembre-se que André Villas-Boas esteve apenas nove meses à frente da equipa técnica do Chelsea.