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Senhoras e senhores, eis o McLaren MCL35M. Parece o McLaren MCL35 mas dizem que tem muitas novidades por dentro

A equipa inglesa de Fórmula 1 é uma das mais vencedoras, com uma história que fala por si. Apesar do 3º lugar no Mundial de Construtores o ano passado, a McLaren quer mais. A arma de Ricciardo e Norris foi apresentada e chama-se MCL35M. À partida a diferença resume-se ao acrescento de um “M” ao antecessor MCL35 mas os especialistas dizem que o monolugar tem muito mais surpresas invisíveis aos olhos. Pelo menos aos nossos.

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Lando Norris no McLaren-Renault de 2020

Clive Mason - Formula 1

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A McLaren terminou a época passada na terceira posição da tabela de construtores. À sua frente, ficaram apenas a poderosa Mercedes e a Red Bull-Honda. A história encarrega-se de nos mostrar que a equipa inglesa aspira a muito mais do que o último lugar do pódio. A escuderia por onde passaram Lauda, Senna, Prost, Hakkinen ou Lewis Hamilton apresenta-se de ambições renovadas, com Norris e Ricciardo ao volante do MCL35M.

Segundo os especialistas, há grandes novidades no monolugar, embora elas possam passar despercebidas ao comum dos mortais. Começa pela aerodinâmica, antevendo as mudanças no regulamento, em 2022. E passa inevitavelmente pelo motor, que foi da Honda entre 2015 e 2017 e da Renault, de 2018 a 2020, sem os resultados esperados. Para este ano, a equipa reencontra um velho amigo alemão chamado Mercedes.

Quanto aos pilotos, a McLaren mantém o jovem inglês Lando Norris, de 21 anos, que fará a sua terceira temporada na F1. Ao seu lado, 10 anos mais velho mas com a ambição intacta, o australiano Daniel Ricciardo conta já com 188 grandes prémios e três vitórias em 10 anos de Fórmula 1.

Depois do glamour da apresentação do monolugar, a equipa segue para Silverstone, onde os pilotos farão os primeiros testes. A McLaren não vence um grande prémio desde 2012, com Jenson Button, que tinha como companheiro de equipa Lewis Hamilton. Então, a equipa baseada em Woking acabou o mundial em terceiro lugar, atrás da Ferrari e da imbatível – à época – Red Bull-Renault, com Sebastian Vettel a sagrar-se campeão do mundo.