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Mourinho: “Deprimido, eu? De forma alguma! Acredito que vou ficar na história do Tottenham por boas razões”

O técnico português está a passar por uma fase complicada na Premier League. Os jornais ingleses colocam-no sob pressão e dizem que o seu lugar depende dos próximos quatro jogos. Entretanto, Mourinho diz-se “calmo” e acredita que vai “ficar na história do Tottenham por boas razões”

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NEIL HALL

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O ar confiante de Mourinho não se perdeu com os anos. Já lá vão os dias do “Special One” que ganhava tudo com o Chelsea, o Inter de Milão ou o Real Madrid. No entanto, o técnico português do Tottenham mantém a confiança em níveis estratosféricos, mesmo quando o seu clube ocupa um modesto 9º lugar na Premier League.

O jornal inglês “The Telegraph” já anuncia o sucessor do português. Julian Nagelsmann, atualmente no Leipzig, aparenta ser o favorito para a sucessão, numa altura em que parece estar na moda a contratação de treinadores alemães na Premier League. Nagelsmann juntar-se-ia a Jürgen Klopp e a Thomas Tuchel ao leme de três dos principais clubes ingleses.

A imprensa inglesa já desenhou as linhas que podem levar à saída ou à permanência de Mourinho em Londres. Segundo os jornais, os próximos quatro jogos serão decisivos para o futuro do setubalense. Wolfsberger, Burnley, Fulham e Crystal Palace, à partida, não parecem muito ameaçadores mas não nos esqueçamos de que estamos a falar da Premier League (e da Liga Europa, no caso do Wolfsberger).

Entretanto, o “The Athletic” diz que o balneário dos Spurs está dividido e parcialmente cansado das ideias defensivas de Mourinho. Este diz-se “calmo”. “Claro que não fico feliz quando perco um jogo, mas a minha maturidade ajuda-me quando tal acontece. Estou muito confiante e creio que vamos melhorar. Acredito também que vou ficar na história do Tottenham por boas razões,” afirma o técnico.

José Mourinho responde com otimismo quando afirmam que a fase atual da sua carreira provoca alguma estranheza no mundo do futebol. “É positivo ouvir dizer que não estou habituado a isto. (…) Gostaria que me dissessem qual é o treinador cuja carreira tenha sido totalmente feita sob um céu azul. Que não tenha apanhado dias cinzentos, com nuvens. Ou mesmo negros. Se o que estou a passar me deixa feliz? Não! Se me deixa deprimido? De forma alguma!”