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Suicidou-se John Geddert, o antigo treinador de ginástica dos EUA acusado de abusos sexuais e tráfico humano

Na quinta-feira, o treinador tinha sido acusado de tráfico humano e abusos sexuais e acabou por tirar a sua própria vida, segundo as autoridades. Geddert tinha ligações ao antigo médico da equipa americana, Larry Nassar, também ele acusado de vários crimes de abuso sexual

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Michael Regan

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De acordo com os documentos da acusação, citados pelo jornal inglês “The Guardian”, Geddert foi acusado de 20 crimes de tráfico humano, dois de abuso sexual, iniciativa criminosa e falso testemunho por ter mentido a um agente policial. O corpo de Geddert foi encontrado ontem ao fim da tarde e não houve dúvidas de que o antigo treinador tinha cometido suicídio. O advogado de Geddert confirmou a morte à Agência Reuters mas recusou fazer mais comentários quando questionado sobre as circunstâncias em volta da situação trágica.

Geddert era treinador da equipa feminina que ganhou o ouro nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Era também o antigo de um clube para atletas de elite, onde Nassar recebia e tratava ginastas. As duas acusações de abuso sexual terão acontecido em 2012, segundo os documentos divulgados pelo “The Guardian”.

“Estas alegações focam-se em múltiplos atos de abuso verbal, físico e sexual perpetrados pelo réu contra várias jovens atletas,” referiu o Ministério Público em declarações anteriores. De acordo com as autoridades, Geddert usou a sua reputação de treinador de nível olímpico e prometeu aos pais das atletas que as transformaria em desportistas de classe mundial.

O gabinete encarregue da acusação disse também que, no contexto dos treinos, Geddert terá sujeitado várias dessas jovens a um ambiente de abuso contínuo. O técnico também ignorou os conselhos de outros médicos que não Nassar, que trabalhou durante 20 anos como médico da sua equipa.

Geddert acabaria por ser suspenso pela federação americana de ginástica em janeiro de 2018. Já Nassar foi condenado a duas penas de prisão no Michigan: uma de 40 a 125 anos e outra de 40 a 175 anos, por abusar de jovens ginastas femininas. Está neste momento a cumprir também uma pena de 60 anos por pornografia infantil.