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Há um robô em Marte e astrofísicos no Manchester City. O objetivo é potenciar o rendimento dos jogadores

O líder da Premier League prepara-se para regressar aos títulos mas isso não é suficiente para os seus dirigentes. O clube contratou astrofísicos para catapultar para níveis estratosféricos o rendimento de Bernardo Silva e companhia

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Matt McNulty - Manchester City

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O clube de Bernardo Silva, Cancelo, Rúben Dias e Ederson vive dias soalheiros, com a reconquista quase certa da Premier League num ano em que parecem ter sido os únicos a tirar o máximo rendimento do plantel que têm. Nos últimos 26 jogos, os Citizens venceram 25 vezes, enquanto o campeão em título, o Liverpool, perdeu toda a pujança que o levou a dominar a liga inglesa o ano passado.

Ninguém espera que o sucesso apareça por artes mágicas. Há todo um trabalho minucioso, chato, por trás das jogadas bonitas que caraterizam as equipas treinadas por Pep Guardiola. Há muitos profissionais longe dos holofotes, desde os adjuntos do catalão, passando por massagistas, médicos ou técnicos de equipamentos. As vitórias não caem do céu mas, a partir de agora, espera-se o contributo de homens habituados a ver estrelas lá em cima e não propriamente no relvado.

Segundo o “Daily Mail”, o Manchester City contratou quatro astrofísicos. O objetivo é levar a análise do comportamento dos jogadores ao limite, com uma precisão que não costuma ser utilizada em homens a correr atrás de uma bola.

Os quatro cientistas estarão ligados ao departamento de dados do City Football Group, ou seja, aos vários clubes detidos por Mansour bin Zayed Al Nahyan, com o coletivo de Manchester no topo da pirâmide. Uma coisa já se sabe: vai ser utilizada tecnologia 3D, mas não é de esperar que os espetadores, quando voltarem ao estádio, tenham de usar os mesmos óculos que usam no cinema.