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Sporting. Adán, o guarda-redes que faz paelha e adora o nosso país: “O meu filho vai ser português”

Em entrevista a um podcast do Sporting, o espanhol conta como são distribuídos os lugares no autocarro do clube, elogia Rúben Amorim, confessa que a mulher, nutricionista, lhe limita o acesso a guloseimas e diz que o filho, que nasce no próximo mês, vai ter a nacionalidade portuguesa

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Antonio Adán, guarda-redes titularíssimo do Sporting, ex-Atlético de Madrid, contou ao podcast “ADN de Leão” que, no autocarro do clube, os lugares da frente são para os mais novos, que querem jogar Playstation. Já os mais velhos, como Adán, vão lá para trás para verem filmes e séries.

A conversa pode ter começado com essa curiosidade mas depressa os temas se tornaram mais sérios. Adán vai ser pai no próximo mês e fala com um certo orgulho: "Vai nascer em Portugal, vai ser português. Queremos que nasça aqui. Dá-me a possibilidade de estar presente. Se a minha mulher fosse para Madrid, seria muito mais complicado eu poder estar. Aqui, em qualquer momento, posso estar e quero estar presente".

O guarda-redes do Sporting teve que fazer sacrifícios para conquistar a atual mulher, Ana: "Ela vivia em Valladolid, quando eu jogava no Betis. Quando era possível, fazia 600 quilómetros para podermos estar um ou dois dias juntos”.

O esforço deu frutos, não apenas ao nível da relação, mas também porque Ana é nutricionista e uma espécie de “polícia” do que o marido come. O espanhol aprecia as suas guloseimas mas tem acesso limitado a elas. "Depois do jogo, há sempre um bolo em casa. Só há um dia em que o permite e esse dia é o dia do jogo. Durante a tarde, prepara uma receita mais saudável do que um bolo qualquer, mas não deixa de ser um bolo," revela o guarda-redes de 33 anos que não se fica pelos doces e confessa que gosta de fazer uma boa paelha.

Antes de descobrir o talento entre os postes, Adán queria ser avançado. “Recordo que o primeiro treino em que fui prestar provas, no futsal – porque na minha terra não havia clube de futebol – o treinador experimentou a maioria dos miúdos na baliza e eu estive bem. Não tinha medo de atirar-me para o chão, não tinha medo de chocar com os colegas… O treinador disse-me que ficaria como guarda-redes."

Assim chegou ao Sporting. Satisfeito com a opção tomada, Adán conta: "Quando cheguei aqui estava certo de que era o meu melhor momento, a nível de maturidade e profissionalismo. Física e mentalmente, creio que cheguei no momento ideal, com muita vontade de fazer as coisas bem".

O guarda-redes confessa que a primeira impressão causada pelo treinador Rúben Amorim foi uma ajuda para assinar pelo Sporting. "Desde o princípio, nas conversações antes de vir, e mesmo aqui, a verdade é que o trato que ele tem comigo é fantástico. A confiança que me deu, desde o primeiro momento, é total. E na relação pessoal, parece-me ser uma pessoa muito próxima de todos os futebolistas."

Trintão, o espanhol viu-se no meio de uma equipa com muitos jovens. Entre risos, Adán destaca Eduardo Quaresma, que faz 19 anos esta semana. "A relação com os meus companheiros é ótima. Temos um grupo fantástico, com uma mistura de veterania e juventude, o que é muito bom, e os miúdos dão muita alegria ao balneário."