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Eric Cantona, lenda do Manchester United, critica a Superliga e exige aos clubes "mais respeito pelos adeptos"

Foram muitos os que se manifestaram contra o projeto quando ainda era um gigante. Outros esperaram que a Superliga mirrasse para deixarem os seus apelos. Do Manchester United ouviu-se a indignação de Gary Neville, Roy Keane, Sir Alex Ferguson e... o "Deus" de Old Trafford, mais conhecido como Eric Cantona

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Aly Song

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Lenda incontornável do Manchester United, Eric Cantona acredita que a opinião dos adeptos devia ter sido tida em consideração antes da proposta de uma Superliga Europeia ter sido tornada pública. O clube do Noroeste de Inglaterra foi um dos seis da Premier League a juntar-se ao projeto mas, tal como Manchester City, Liverpool, Tottenham, Arsenal e Chelsea, acabou por abandonar a ideia.

Antes disso, porém, Cantona considerou que a decisão não era apenas uma falta de respeito pelos adeptos, iria tornar o futebol “chato”. O francês usou a sua conta no Instagram para dizer: “Desde há um ano andamos a ver jogos na televisão com os melhores clubes do mundo e os melhores jogadores do mundo e era tudo tão chato, sem os adeptos a cantar, a saltar, a apoiar as equipas”.

“Os adeptos são o fator mais importante no futebol e têm de ser respeitados. Estes clubes perguntaram aos adeptos o que pensavam sobre esta ideia. Não, infelizmente, e isso é uma vergonha,” disse o antigo capitão dos Red Devils.

Florentino Perez luta contra moinhos de vento – ou seja, a desistência dos clubes que ajudaram o presidente do Real Madrid a fundar a competição – insistindo que a Superliga é necessária para salvar a modalidade e permanece determinado em seguir com o projeto.

Também um grupo organizado de adeptos do Manchester United se manifestou lembrando que o clube já foi, em tempos, uma Fénix renascida. “Quando Sir Matt Busby nos levou à Taça dos Clubes Campeões Europeus, nos anos 50, o Manchester United moderno foi criado, depois da tragédia de Munique, com as vitórias que se seguiram,” diz o comunicado do grupo.

A pressão feita por adeptos mais ou menos conhecidos, treinadores, jogadores e ex-jogadores e mesmo governantes – tanto Boris Johnson como António Costa pronunciaram-se sobre o assunto – parece ter dado, pelo menos, algum resultado, uma vez que o projeto está, aos poucos, a desmoronar-se.