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Eric Cantona revisita o episódio da agressão a um adepto: "Só tenho pena de não o ter pontapeado com mais força"

Muitos anos passaram desde que o francês do Manchester United teve a sua atitude mais famosa pela negativa. Estávamos em 1995 e, de repente, durante o jogo, Cantona é expulso e encaminha-se para um ponto específico da bancada, pontapeando um adepto do Crystal Palace que o insultava. A atitude valeu-lhe uma suspensão de 9 meses e uma reputação para a vida

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Steve Morton - EMPICS

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26 anos depois, Eric Cantona voltou a falar sobre o episódio mais violento da sua carreira. O francês diz que o seu “único arrependimento é não ter pontapeado com mais força” o adepto do Crystal Palace. Cantona foi castigado pela federação inglesa com 9 meses de suspensão e teve de fazer trabalho cívico com a comunidade local.

Em 2021, o francês voltou ao tema: “Fui insultado milhares de vezes e nunca reagi mas por vezes estás frágil. Suspenderam-me por 9 meses porque quiseram fazer de mim um exemplo”. O jogador genial, capaz do bom e do mau, tem agora 54 anos e uma casa em Lisboa.

Ligado ao cinema por várias vias, incluindo como ator, o francês comentou o episódio do pontapé num novo filme com o título “The United Way”. Cantona é o narrador e co-argumentista do documentário cujo lançamento está previsto para dia 24 de maio. O filme retrata a evolução do Manchester United desde o desastre aéreo de 1958, que matou quase toda a equipa e mudou o clube para sempre, até hoje.

Quanto ao pontapé, Cantona voltaria ao United para mais duas épocas mas quase saiu do clube em 1995, depois de se ter descoberto que o francês havia violado a suspensão, participando num jogo à porta fechada. Foi o treinador, Alex Ferguson, quem o convenceu a ficar.

“Era apenas um jogo amigável. Mas o jornalista estava pendurado numa árvore fora do estádio e tirou uma fotografia,” disse Cantona que, em 1992, se transferiu do Leeds United para os Red Devils. Voltando a falar do jornalista, o francês disse: “Infelizmente, não caiu da árvore. No dia seguinte, estava nos jornais e a FA queria punir-me ainda mais”.

Sobre Alex Ferguson, Cantona só tem coisas positivas a dizer: “O treinador encontrou as palavras certas, como sempre. E eu amei-o e respeitei-o. Como a um pai”.