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Em 2007, o Man United venceu a Roma por 7-1. Ronaldo marcou o primeiro golo na Europa. Com muitas diferenças, os clubes reencontram-se

O contexto é outro, a própria competição tem outro peso. Mas Ole Gunnar Solskjaer não se importaria certamente de ter os mesmos jogadores ao seu serviço. Nessa noite de 2007, o grande Manchester United de Alex Ferguson venceu a Roma por 7-1, na Liga dos Campeões, com um dos golos a ser marcado por Cristiano Ronaldo, o primeiro do português nas competições da UEFA

Carlos Luís Ramalhão

Martin Rickett - PA Images

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Eram dias muitos diferentes, os que se viviam em Old Trafford. Sabia-se que o comando de Alex Ferguson não iria durar para sempre mas nem se pensava nisso, de tão longínquo que aparentava estar. O Manchester United ainda era um colosso difícil de derrotar em qualquer competição. Mas, no jogo com a Roma, para infelicidade dos italianos, o 11 escolhido pelo veterano escocês fez tudo bem. Tudo. E esmagou o adversário com um contundente 7-1, resultado que muito raramente acontece ao nível da Liga dos Campeões.

Lembra o jornal “Daily Mail” que “a coisa mais incrível acerca de uma das maiores noites europeias do Manchester United era que eles apenas precisavam de vencer 1-0”. Sir Alex Ferguson ocupou uma pequena parte da sua autobiografia com aquela que ele considerou “a melhor noite europeia de sempre do Manchester United”. “Os grandes jogos são normalmente ganhos por oito jogos. Pode acontecer meia dezena de vezes na carreira que há 11 jogadores a dar tudo no mesmo jogo. Esse jogo foi um deles,” diz Fergie.

Na altura, o capitão da Roma chamava-se Francesco Totti, lendário jogador do clube romano. Antes da partida, Totti descreveu o jogo como sendo mais importante para ele do que a final do Campeonato do Mundo. O peso que Totti colocou naquela partida terá desabado sob os seus ombros com o resultado final. Na Roma, jogavam também Philippe Mexes, Daniele De Rossi ou David Pizarro.

Do lado dos vencedores, havia dois portugueses: um muito jovem madeirense chamado Cristiano Ronaldo, que dava os primeiros passos numa carreira que dispensa comentários; um experiente técnico, antigo selecionador nacional com um talento especial para pensar o jogo e fazer emergir jovens talentosos, Carlos Queiroz, adjunto de Alex Ferguson.

No onze do Manchester United estava um jovem Michael Carrick. Foi ele que abriu o marcador, naquela noite. Hoje senta-se ao lado de Solskjaer, como seu adjunto. Na altura, partilhavam o relvado. O “Baby Face”, como era então conhecido pelos adeptos, entrou a faltar meia hora para o fim do jogo. Era assim, estava escrito: Solskjaer era o suplente de luxo que entrava e fazia mossa. Talvez por estar tão habituado ao banco, o norueguês tenha escolhido a carreira de treinador.

No outro banco, hoje, vai estar Paulo Fonseca. Se o plantel do Manchester United, na altura, refletia um misto dos “Fergie’s Babies”, os homens da casa, nascidos e criados, com algumas contratações certeiras, pode dizer-se que a Roma também não tem o mesmo conjunto de jogadores. As atenções estão postas em Chris Smalling, ex-jogador dos Red Devils e que alinha agora pelos italianos. Ou seja, as coisas estão definitivamente diferentes.