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"Um génio sem ideias", "perdido no jogo" e "insuportável". Eis Neymar para a imprensa francesa depois da derrota do PSG com o City

Já se percebeu que Neymar raramente gera simpatia. Tem "má imprensa", diz-se, como se isso fosse um problema do fígado. Como figura de proa do Paris Saint-Germain, as exigências são outras. Cabe ao brasileiro orientar em campo os seus companheiros e, se o jogo frente ao Manchester City tivesse sido um exame de escola, Neymar teria reprovado redondamente. Mais ou menos como a bola que teimou em perder. Em França, não lhe perdoam

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Anthony Dibon/Getty

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Desta vez, o PSG nem à final chegou. A imprensa francesa não perdoou, principalmente pelo facto de o clube parisiense contar no plantel com vários jogadores milionários e não propriamente pelo palmarés europeu do clube que, diga-se, é nulo. Entre as vedetas da equipa, há uma que irrita particularmente os jornais mas também os adeptos. Neymar só deixa felizes os criativos que se inspiram nele para fazer “memes”.

Confirmada a eliminação por parte do Manchester City – que, diga-se também não tem palmarés europeu e, mesmo na Premier League, os títulos são muito recentes – os jornais franceses despacharam-se a preparar as primeiras páginas e a chicotear o brasileiro com críticas.

O “L’Equipe” lembrou que Neymar “tinha prometido morrer em campo” mas afinal "perdeu-se no jogo”. O internacional brasileiro perdeu a bola, fez maus passes e foi pouco eficiente nas jogadas que tentou conduzir.

Para o “Le Parisien”, Neymar, “um génio sem ideias”, “perdeu-se por completo”. O jornal parisiense acusa o jogador do PSG de falta de inspiração e incompetência na função criativa, tendo sido incapaz de levar o jogo da sua equipa para níveis mais condizentes com um conjunto que chegou à meia-final da Liga dos Campeões.

Não havendo duas sem três, também a prestigiada “France Football” deixou a marca do seu chicote nas costas do brasileiro. “Era mesmo necessário dar seis toques de cada vez que recebia a bola?,” pergunta a revista. “Neymar revelou o lado obscuro frente ao Manchester City,” acrescenta a publicação, sem fazer cerimónia, usando adjetivos como “insuportável” ou “egocêntrico” e rematando com: “Neymar foi catastrófico”. Resta saber se, para a publicação francesa, a “catástrofe” é mais ou menos grave do que a “emergência” ou a “calamidade”.