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O Liverpool venceu o Manchester United em Old Trafford mas Sadio Mané recusou cumprimentar Klöpp

A culpa pela má cara de Sadio Mané no final do jogo que os Reds venceram por 2-4, em pleno estádio do maior rival, teve dois "culpados": um efetivo, o treinador Jurgen Klöpp, que escolheu deixar o avançado no banco; o outro, bode expiatório, foi o português Diogo Jota, que foi preferido pelo técnico e justificou a preferência com um golo

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Ash Donelon

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Apesar de Jurgen Klöpp ter tentado desvalorizar a cara de mau de Sadio Mané no final do jogo que o Liverpool venceu por 2-4 em Old Trafford, naquele que é o maior clássico do futebol inglês, era difícil ignorar a expressão facial do avançado senegalês. Mané chegou a deixar o seu técnico de mão pendurada, recusando-se a cumprimentá-lo.

Naturalmente, a equipa do Liverpool saiu de Old Trafford com um sorriso de orelha a orelha. A rivalidade entre Reds e Red Devils é a maior do futebol inglês, uma coisa histórica entre os dois clubes com mais títulos em Inglaterra. Mas Sadio Mané não quis saber da história nem da vitória. O que o chateou foi mesmo não ter sido titular.

A culpa será, em primeiro lugar, do treinador alemão que optou por não dar a titularidade ao senegalês. Tudo porque há um português que está a dar cartas no clube de Merseyside. Chama-se Diogo Jota e mostrou em campo que o seu técnico teve razão em preferi-lo ao senegalês. Jota marcou um dos quatro golos do Liverpool.

Sorridente, Jurgen Klöpp não teve problemas em abordar a questão no final da partida. O alemão disse compreender a frustração de Mané, acrescentando que “não se passa nada”. “Ontem mudei uma coisa à última da hora, no treino, e não tive tempo de explicar, como costumo fazer. Escolhi o Diogo Jota. Mas está tudo bem,” assegurou o treinador alemão.

Não é a primeira vez que Sadio Mané mostra algum egoísmo face aos companheiros de equipa. Em março, o jogador foi acusado de evitar sofrer faltas na área para que Salah, colega no ataque e marcador de penáltis da equipa, não marque golos.