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Debbie Hewitt é a primeira presidente da federação inglesa. O antecessor demitiu-se por comentários sexistas, racistas e homofóbicos

Hewitt foi escolha unânime dos membros da FA, a federação inglesa de futebol. É a primeira mulher a exercer o cargo em 157 anos do organismo que gere a modalidade em Inglaterra. Greg Clarke, que a precedeu, foi forçado a demitir-se em novembro depois de inúmeros comentários discriminatórios

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Debbie Hewitt

GETTY IMAGES

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Debbie Hewitt vai tornar-se a primeira presidente da FA, depois de ver o seu nome aprovado pelos membros daquele organismo. Os responsáveis pela escolha afirmam que Hewitt foi a opção certa pela “extensa carreira não executiva, com mais de 15 anos em empresas privadas em inúmeros setores”.

O cargo de presidente do organismo que gere o futebol inglês é substancialmente diferente do que estamos habituados a ver em Portugal. Tal como na maioria dos clubes de Inglaterra, o futebol é acima de tudo visto como um negócio e a presidente da FA será, acima de tudo, uma gestora financeira.

Hewitt, cuja eleição terá ainda de ser aprovada por um Conselho da FA, não terá grandes problemas em ultrapassar esse obstáculo, tendo em conta o consenso à volta do seu nome. De saída estará Peter McCormick, o presidente interino que pegou na organização após a demissão forçada de Greg Clarke. O ex-dirigente ficou infamemente conhecido pelos inúmeros comentários discriminatórios feitos durante uma reunião com deputados.

A nova presidente da federação está ligada a vários grupos empresariais de topo e irá abandonar as atuais funções para abraçar o novo desafio a partir de janeiro de 2022. “Sou apaixonada por futebol desde muito nova e estou entusiasmada pela oportunidade de desempenhar o meu papel e moldar o futuro de algo que significa tanto para tanta gente,” disse Hewitt, que foi condecorada pela rainha em 2011 por serviços à economia e ao setor público.