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À atenção de Portugal: Roland Sallai, o avançado húngaro que tem futebol no sangue e cresceu depressa

O tio de Roland esteve em dois Campeonatos do Mundo e o pai venceu a Liga Húngara. O jovem jogador já ganhou fama pelos golos vistosos e vai defrontar Portugal no primeiro jogo do Europeu. E vai jogar em casa

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Jonathan Moscrop

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Aos 24 anos, Roland Sallai já habituou os adeptos do Friburgo, onde joga, e os húngaros mais ferrenhos da sua seleção, aos golos espetaculares. O ano passado, o avançado mostrou as suas capacidades pelo clube alemão frente ao Schalke 04 ou ao Eintracht Frankfurt. Pela Hungria, os seus dotes evidenciaram-se contra a Rússia. Segundo o jornal inglês “The Guardian”, Sallai mostra uma técnica impressionante mas também uma autoconfiança que cresce a olhos vistos.

“Eu tento sempre avaliar as minhas oportunidades quando estou numa determinada posição e felizmente decidi bem frente ao Schalke e ao Eintracht,” disse o jogador aos húngaros do “Nemzeti Sport”. “Sinto-me confiante por isso estou relaxado em campo. Talvez há um ano eu não tentasse fazer certas coisas, mas agora atrevo-me a fazer muito mais,” disse o internacional pela Hungria.

Para reforçar a sua confiança, Sallai vai poder contar com o apoio do público da casa, algo a que já não estamos habituados. Frente a Portugal – e a França – o avançado será levado ao colo pelos seus compatriotas nas bancadas do Puskas Arena.

Em criança, diz o “The Guardian”, Sallai preferia ver futebol na televisão do que desenhos animados. Não será coincidência o facto de o futebolista vir de uma família com tradição no desporto-rei. O pai, Tibor, venceu a Liga Húngara nos anos noventa, ao serviço do Vac. O tio, Sandor, foi um jogador bem-sucedido e popular nos anos oitenta, com presenças em dois Mundiais (1982 e 1986). O outro tio, Laszlo, também jogou futebol, embora a um nível mais baixo. A irmã de Roland também foi jogadora de futebol, até decidir enveredar pelo andebol.

Muito antes de chegar ao Friburgo, Sallai impressionava técnicos e companheiros com a sua rápida progressão. Aos 13 anos marcou 100 golos numa época. Os seus primeiros passos foram dados no Debrecen, que o jovem rapidamente trocou pelo Siofok. Quando foi emprestado ao Palermo, Roland admite que foi obrigado a crescer depressa. Não foi uma experiência fácil devido à instabilidade do clube siciliano.

Seguiu-se uma passagem pelo Apoel, de Chipre, o que foi visto pelos fãs como um passo atrás. Apesar disso, teve a primeira experiência na Liga dos Campeões, defrontando clubes como Borussia de Dortmund, Real Madrid ou Tottenham. Em 2018, mudou-se para o Friburgo, onde permanece.