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Jürgen Klinsmann, o craque do Euro 96: "Andávamos todos a cantar a 'Three Lions' durante o europeu"

O antigo goleador alemão jogou em Inglaterra e foi lá que ergueu a última taça de campeões da Europa da sua seleção. Para os portugueses, o torneio ficou marcado por um nome: Poborsky. Para os alemães foi a glória suprema. Até o hino de apoio à seleção inglesa roubaram. "It's coming home, it's coming home, it´s coming. Football's coming home".

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Os reis da Europa em 1996

MICHAEL PROBST

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Jürgen Klinsmann quer organizar uma festa para celebrar os 25 anos da vitória da Alemanha no Euro 96, frente a uma República Checa de má memória para Portugal, depois do chapéu fatal a Vítor Baía por um tal Karel Poborsky. Os últimos anos não terem sido fáceis para a poderosa seleção alemã, com a eliminação no último Mundial, a derrota por 6-0 frente à Espanha, a derrota com a Macedónia do Norte. Ainda assim, Klinsmann elogia Joachim Low e espera que Manuel Neuer organize uma festa idêntica em 2046.

O antigo goleador foi o último capitão alemão a erguer a taça de Campeões da Europa. Algumas histórias do Euro 96 despertam o homem bem-disposto que Klinsmann sempre foi.

O ex-futebolista lembra-se de delirar com o golo de Paul Gascoigne à Escócia, de ser escoltado até ao aeroporto de Frankfurt, não por ter feito algo de mal, pelo contrário, por ter consigo uma valiosa taça, mesmo que os alemães não tenham falta de troféus no seu museu. E depois há aquela canção, escrita pelos Lightning Seeds para apoiar a “sua” Inglaterra e que os alemães – principalmente Klinsmann – aproveitaram para cantar à varanda de uma câmara municipal.

Quando se fala das expectativas para o Euro 2020, Jürgen Klinsmann recompõe-se, ganha uma pose de Estado. “Por causa da cultura que temos na Alemanha, as expectativas são sempre as mesmas. Vêm da história da seleção alemã, que ganhou quatro Mundiais e três Europeus. As expectativas são definidas de forma muito simples: ganhar um torneio,” diz o alemão.

Há 15 anos, quando Löw se tornou selecionador, saiu da sombra de Klinsmann, de quem era adjunto. Isto depois de um terceiro lugar que soube a pouco no Mundial 2006, principalmente porque foi jogado em casa. O Euro 2020 vai servir de despedida para Löw, com Hansi Flick a ser o homem que se segue. Muitos alemães defendem que o atual selecionador devia ter deixado o cargo depois do último lugar no grupo em 2018. Mas Klinsmann sai em defesa do antigo adjunto, negando que este seja responsável pela queda da Alemanha.

Jürgen Klinsmann foi campeão do mundo muito jovem, no Mundial de 1990. “Era difícil compreender o que tinha acabado de se passar. Limitava-me a acompanhar o grupo e festejar,” diz. Já no Euro 96, o avançado era um “sénior”. “Tive a honra de ser capitão de equipa. Compreendi muito melhor o significado da vitória. Nessa altura, tens a tendência para te preocupares mais com os outros.” Atualmente, a lenda alemã faz parte da equipa de comentadores da BBC.