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Fernando Alonso quer chegar ao 5.º lugar este ano. No próximo, "só a perfeição" lhe interessa

O piloto espanhol quer mostrar que o Alpine consegue ir mais longe e ser ainda mais rápida em pista. Em 2021, Alonso satisfaz-se com um quinto lugar, mas, para o próximo ano, o antigo campeão do mundo quer mais, muito mais

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Peter Fox

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No final do Grande Prémio da Áustria, no último fim de semana, em que acabou no 10.º lugar e com o respetivo ponto de consolação, Fernando Alonso puxou do seu contentamento: “Seja como for, fomos mais competitivos neste circuito e estou contente com o progresso que fizemos nas últimas duas semanas”.

O piloto espanhol disse, também, que “agora depende" da Alpine "manter este nível em Silverstone", porque se o fizer poderá "ficar entre o sétimo e o oitavo lugares, o que seria um passo em frente” na visão do antigo campeão do mundo.

Na Áustria, a Williams mostrou-se mais competitiva. Rival direta da Alpine, a equipa fundada por Frank Williams parece dar-se bem com o circuito, por isso Alonso prefere esperar “mais um par de pistas” para confirmar que a equipa inglesa que dominou a Fórmula 1 no fim dos anos 90 está a melhorar.

Em conversa com jornalistas espanhóis, Fernando Alonso revelou-se consciente de que tanto a sua como o resto das equipas, incluindo a Mercedes, não investiram muito em melhorias para este ano. “É preciso esperar por 2022, porque muitas equipas estão concentradas nos carros para esse ano,” disse o asturiano, que prevê um resto de Mundial 2021 bastante semelhante ao que se tem visto ultimamente.

Mario Renzi - Formula 1

“Não temos um objetivo claro para esta temporada, nem em relação ao número de pontos nem à posição final no Mundial de Construtores, porque a classificação já parece estar estabelecida e penso que lutaremos pelo quinto posto com a Aston Martin e a Alpha Tauri,” considera o espanhol.

Fernando Alonso afirma que é preciso “contruir a estrutura da equipa, fazer ajustes (…) e estar o mais preparado (…) e mais perto possível da perfeição em 2022”. O espanhol não esquece o papel de quem constrói o monolugar, “as fábricas de Viry e Enstone” que têm de “produzir o melhor carro possível”.