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"Neymar não tem quaisquer códigos de conduta em campo. Se pudesse, dava-lhe um grande pontapé"

Campeão do mundo pela Argentina no Mundial de 1986, no México, Oscar Ruggeri não poupa Neymar a propósito da Copa América. A rivalidade entre as seleções do Brasil e da Argentina é velha, mas antigo jogador aponta ao futebolista do PSG em particular: “Se pudesse, dava-lhe um pontapé”

Carlos Luís Ramalhão

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Que o Brasil e a Argentina são e serão rivais, pelo menos no futebol, não é novidade para ninguém minimamente atento. Digamos que a rivalidade entre Portugal e Espanha deve fazer brasileiros e argentinos rir à gargalhada. Portanto, qualquer comentário de um contra o outro país sul-americano traz sempre água no bico, ou na ponta da chuteira.

Esta semana, Oscar Ruggeri, argentino campeão mundial no México, em 1986, escolheu o alvo mais fácil da seleção brasileira e metralhou-o com críticas. Estamos a falar de Neymar, essa “pobre vítima” de comentários maldosos e que já deve estar habituada a ter as orelhas a arder. A verdade é que não é preciso ser-se argentino para criticar de forma mordaz o internacional brasileiro.

Ruggeri aproveitou os microfones da "ESPN Argentina" para bombardear o talentoso, mas controverso, jogador do PSG.

“O Neymar não tem quaisquer códigos de conduta em campo. Com o resultado em 4-0, faz uma finta, puxa para um lado, puxa para o outro. Aconteceu com o Peru,” disse o antigo jogador que, como bom argentino, fez questão de estabelecer as diferenças entre Neymar e Leo Messi: “É verdade que ele se distingue, não é o Messi, mas distingue-se. Com o Peru já destruído, ele continuava a brincar com os adversários”.

Se os avançados brasileiros têm fama de “brinca na areia”, os defesas argentinos são conhecidos pela forma “decidida” com que abordam os lances. Ruggeri destacou-se como defesa central e não foge à regra. Ainda sobre Neymar, o ex-futebolista diz: “Como é difícil de parar, eu, se pudesse, dava-lhe um grande pontapé”.