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Comitiva olímpica da Grã-Bretanha faz história: pela primeira vez, há mais mulheres do que homens

Se vivêssemos num mundo justo, talvez esta notícia não fosse sequer celebrada. Num planeta onde ainda há tanto a fazer por uma verdadeira igualdade de género, a composição da comitiva britânica pode ser um sinal de mudança. Ou apenas uma coincidência. O chefe de missão acredita que "2021 é o ano das atletas"

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Alex Davidson

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A comitiva que vai partir de Londres rumo aos Jogos Olímpicos de Tóquio integra 175 atletas masculinos e 201 femininas. É a primeira vez que as mulheres estão em maioria numa das mais importantes equipas a participar nas Olimpíadas.

A equipa da Grã-Bretanha ambiciona conquistar entre 45 e 70 medalhas nos Jogos de Tóquio. A diretora do UK Sport, organismo que tutela o desporto no Reino Unido, diz que a organização vai ter encarar a competição de uma forma mais “holística”. Sally Munday quer avaliar o sucesso nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, mais do que focar-se nos pódios.

“Os nossos estudos dizem-nos que os nossos atletas terão o potencial de vencer entre 45 e 70 medalhas (…) e acreditamos que podemos ultrapassar as 51 de Pequim, em 2008. Se tudo correr bem, podemos aproximar-nos dos números do Rio, há cinco anos, que foram 67.”

“O sucesso em Tóquio está relacionado com três coisas,” disse Munday. “A primeira é permitir aos nossos atletas com potencial excecional que alcancem os seus sonhos e ambições; em segundo lugar, é que todos os nossos atletas que vão estar em Tóquio voltem a casa em segurança; A terceira é que os atletas britânicos nos aproximem mais uma vez, fazendo-nos orgulhosos e felizes.”

A equipa da Grã-Bretanha, com 201 mulheres e 175 homens, é a maior de uma comitiva que não está a jogar em casa. A ciclista Laura Kenny, a atleta de taekwondo, Jade Jones, a remadora Helen Glover ou Charlotte Dujardin, da equitação, são exemplos de ambição no feminino. Todas elas querem ser as primeiras atletas britânicas a vencer medalhas de ouro em três Olimpíadas.

Ao “The Guardian”, Mark England, chefe de missão da Grã-Bretanha, não escondeu a alegria: “Estou encantado com o facto de levarmos mais mulheres do que homens aos Jogos Olímpicos de verão. É a primeira vez que acontece na equipa britânica em 125 anos de história. 2021 é realmente o ano das atletas olímpicas”.