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"Avizinham-se uma longa travessia no deserto para o Benfica e tempos de vagas magras"

A detenção de Luís Filipe Vieira fez com que alguma imprensa espanhola olhasse "a sério" para os clubes portugueses e, em particular, para o Benfica. Um deles foi o "As", que chega a dizer que o clube da Luz "bateu no fundo"

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CARLOS COSTA

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Os jornais desportivos espanhóis são, talvez, os que mais tempo dedicam aos clubes portugueses, principalmente aos chamados “três grandes”. Ainda assim, as notícias costumam ser sobre jogadores promissores ou sobre aqueles que prometiam, mas não confirmaram. Neste momento, com os relvados a preparem-se para a nova época, há outras notícias, bem mais graves, a ocupar colunas na imprensa espanhola.

O jornal “As” olhou para o Benfica com alguma atenção e, claramente, não gostou do que viu. “Avizinha-se uma longa travessia no deserto se as coisas não mudarem rapidamente este verão,” prenuncia o diário desportivo. “O clube mais titulado de Portugal enfrenta uma crise desportiva e institucional que não augura nada de bom para o futuro próximo,” diz o jornal.

Os espanhóis destacam que “pela primeira vez em muitos anos, não se prevê qualquer venda milionária” da parte do Benfica. No entanto, como destaca o “As”, é a nível institucional que as coisas estão bem pior. “Luís Filipe Vieira, presidente do clube, foi preso por fraude fiscal e branqueamento de capital, e Rui Costa, lenda do Benfica, substituiu-o de forma provisória,” refere o jornal, sem se debruçar sobre o facto de também Rui Costa ser contestado por alguns.

Sem vendas significativas, sem entrada garantida na Liga dos Campeões e com as ações em queda, os espanhóis referem que “vender jogadores é indispensável para salvar as finanças do Benfica”.

No entanto, o “As” considera que “há pouco sumo para tirar” neste momento. “Apenas Everton e Rafa têm algum nome na Europa, mas nenhum deles valerá mais de 25 milhões de euros,” diz o jornal, terminando com mais uma dose de pessimismo: “Aproximam-se tempos de vacas magras na Luz”.