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A organização dos Jogos Olímpicos despediu o diretor da cerimónia de abertura por comentários sobre o Holocausto

Os Jogos Olímpicos deste ano vêm com data do ano passado, têm vivido na incerteza por causa da pandemia e, agora, a um dia do início oficial, a organização despediu o responsável pela cerimónia de abertura por comentários racistas. Antes, já o compositor da música oficial da mesma cerimónia tinha sido afastado por bullying e comportamento abusivo

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Sean M. Haffey/Getty

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Com os Jogos quase quase a começar, os organizadores despediram o diretor da cerimónia de abertura. Motivo: uma piada sobre o Holocausto que Kentaro Kobayashi contou num espectáculo de comédia há mais de 20 anos.

Esta é apenas a mais recente controvérsia num evento que tem sido rico em crises e ainda nem sequer começou oficialmente.

Há poucos dias, Keigo Oyamada, um compositor de renome, responsável pela música na cerimónia de abertura, foi dispensado sob acusações de bullying e comportamento abusivo no passado. No início de 2021, o líder do comité organizador de Tóquio 2020 foi obrigado a demitir-se depois de ter feito comentários sexistas sobre uma apresentadora famosa no Japão.

Um dos grandes entusiastas dos Jogos Olímpicos, o antigo primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, afastou-se da problemática comissão organizadora e teceu duras críticas aos seus compatriotas: “Tóquio 2020 deveria ser uma plataforma global para o lançamento de um novo Japão, que enfrentasse o futuro com confiança. Em vez disso, vemos a herança das atitudes insulares do velho Japão, com os preconceitos e os estereótipos do passado”.

E a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, com pouco mais de 900 pessoas a assistir, é já amanhã, sexta-feira, 23 de julho de 2021.