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"Durante os treinos, Sir Alex Ferguson ligava ao seu 'bookie' e apostava nas corridas de cavalos", conta Rio Ferdinand

O antigo defesa do Manchester United e da seleção inglesa conhece bem o lendário treinador. Entre 2002 e 2013, foi orientado por Ferguson, por vezes enquanto este fazia as suas apostas. Ferdinand elogia Carlos Queiroz, que fornecia o "equilibrio" face ao "irreverente" Fergie

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Os velhos tempos.

Neal Simpson - EMPICS

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No seu podcast, o antigo defesa contou que Alex Ferguson raramente orientava as sessões de treino, preferindo deixar essas funções para os seus adjuntos, incluindo Carlos Queiroz. Em vez de se concentrar na preparação da sua equipa, o veterano escocês estava ao telefone com o seu “bookie”, a decidir em que cavalo apostar.

Apesar dessas situações, Ferguson via tudo e, na realidade, não há argumentos quando se ganha 38 troféus durante 26 anos aos comandos de um clube como o Manchester United. “Ele obviamente falava connosco e definia um programa de treino com os adjuntos antes de irmos para o relvado. Nessa altura, ele colocava-se nas linhas laterais e observava,” conta Ferdinand.

“Uma vez ou outra, antes do treino, depois de um mau jogo, por exemplo, ele juntava-nos e dizia: ‘Esse jogo já está fora do vosso sistema, quero uma sessão dura’. Não havia grandes detalhes”.

No seu podcast, Rio Ferdinand falou também sobre os adjuntos de Ferguson que passaram por Old Trafford quando o defesa lá estava. Entre os quais, o português Carlos Queiroz, que esteve em Manchester em dois momentos: 2002/03 e 2004/08. Pelo meio, Queiroz teve uma passagem pelo Real Madrid como treinador principal.

Segundo Ferdinand, “o Carlos era provavelmente o fator equilíbrio face a um treinador um bocado irreverente, que se deixava guiar pelo instinto. Queiroz era mais pragmático e dizia: ‘Vamos pensar nisto, esta situação vai acontecer num jogo, vamos trabalhar para sermos sólidos e fortes’.”

“Ele era brilhante, o melhor treinador para uma transição. Fizemos muitas sessões repetitivas, sobre ganhar bolas e chegar ao coração da outra equipa e dar cabo dela com movimentos e rotações,” prosseguiu Ferdinand sobre o antigo selecionador português. “Se olhares para a equipa quando ele era treinador, éramos resolutos, podíamos jogar contra qualquer adversário,” diz o antigo defesa.