Tribuna Expresso

Perfil

PUBLICIDADE
Revista de Imprensa

"Uma vez Mourinho discutiu com o Cristiano Ronaldo no balneário. Disse-lhe que ele não corria, punha os outros a correr por ele"

Quem contou o episódio foi Ángel Di María, o argentino que deu os primeiros passos europeus no Benfica e fez parte de uma era galática no Real Madrid, com Cristiano Ronaldo e muitos outros

Tribuna Expresso

Caras de poucos amigos: Angel di María, Cristiano Ronaldo, José Mourinho e o alemão Khedira

DOMINIQUE FAGET

Partilhar

Na entrevista concedida à cadeia TyC Sports, Ángel Di María, antigo jogador de Benfica, Manchester United ou Real Madrid, contou vários episódios da carreira e tanto Cristiano Ronaldo como José Mourinho tinham de lá estar. Para Di María, “Mourinho é um fenómeno”.

De facto, o atual jogador do PSG não poupa nos elogios aos dois portugueses com quem trabalhou no Real Madrid. No entanto, em relação ao técnico em particular, não o surpreende que houvesse momentos de alguma tensão: “No balneário estava sempre a reclamar, reclamava com qualquer um, não importava quem fosse”.

Essa espécie de libertação da raiva acumulada era, segundo o argentino, uma espécie de roleta russa. Como é óbvio, chegou a vez de Cristiano Ronaldo e Mourinho não passou à frente. “Uma vez começou a discutir com Ronaldo no balneário, a dizer-lhe que não corria, que os outros é que tinham de correr por ele,” contou o jogador.

Ángel Di María não esconde o orgulho em ter partilhado o balneário com Cristiano Ronaldo: “Uma coisa é o que se vê no relvado, fora disso é outra pessoa. No primeiro ano em Madrid, no meu aniversário, estavam na cidade uns amigos meus e pensei convidar o Marcelo e o Pepe, que estavam sempre com o Cristiano e convidei-o também. (…) Apareceu e bebeu uma cerveja connosco, tranquilo".

De regresso a Mourinho, o internacional argentino lembrou ainda outro episódio que o envolveu diretamente: “Um dia, eu tinha quatro amarelos e ele disse-me que, se me mostrassem o cartão amarelo naquele jogo, me dava quatro dias de folga. Fiz uma falta dura e quase fui expulso. Ganhei os quatro dias de folga”.