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Wenger defende Mundial de dois em dois anos. E garante que isso trará "mais simplicidade para os clubes e menos problemas para as seleções"

O antigo treinador do Arsenal, atualmente ao serviço da FIFA como conselheiro, já tinha falado sobre a sua ideia mas agora, em entrevista ao "L' Équipe", foi mais assertivo do que nunca. "O princípio passa por um reagrupamento das qualificações, todos os anos, com uma grande competição (de seleções) no final da época"

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JOEL SAGET

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O artigo da Eurosport que reúne o essencial da entrevista que Arsène Wenger deu na edição desta sexta-feira ao "L'Équipe" começa com um aviso: “Preparem-se. O futebol pode bem passar por uma revolução nos próximos três anos”. E não é para menos. O senhor Wenger, indissociável do Arsenal e dos muitos anos que passou a treinar o conjunto londrino, trabalha há anos para a FIFA. O francês sempre foi um intelectual, um teórico do futebol. Agora passa os dias a pensar no futuro. Não o seu, o da modalidade.

Na entrevista ao “L’Équipe”, Wenger é muito claro. No âmbito de um novo calendário internacional baseado nas competições entre seleções, sem esquecer os clubes, Wenger explica as suas ideias ao pormenor. E admite que o objetivo é que o Campeonato do Mundo de futebol seja mesmo de dois em dois anos.

“A grande ideia, desde o princípio, é reagrupar os jogos de qualificação em duas ‘janelas’ internacionais, em outubro e março, para uma maior visibilidade do calendário, mais simplicidade para os clubes e menos problemas para as seleções,” explica Wenger. “O princípio será de um reagrupamento das qualificações, todos os anos e, no fim da época, uma grande competição, Campeonato do Mundo ou competição continental. Entre as duas ‘janelas’ de qualificação, o jogador estaria sempre ao serviço do clube,” desenvolve o antigo técnico do Arsenal.

Na entrevista, Wenger assegura ainda que não haverá “mais jogos do que antes” e que os jogadores serão “menos solicitados pelas equipas nacionais”. “A intenção é verdadeiramente melhorar a qualidade do jogo e das competições, não há qualquer interesse financeiro,” garante.

“Para os jogadores não haverá mais jogos e existirá sempre um período de repouso de pelo menos 25 dias após as fases finais,” afirma o homem que anda a promover a ideia às instituições do futebol mundial.