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Goretzka e Kimmich, os amigos do Bayern que doaram 500 mil euros à campanha de vacinação global da UNICEF

Os dois médios do Bayern e da seleção germânica juntaram-se numa iniciativa de angariação de fundos para a compra de vacinas contra a covid-19. O objetivo é fazê-las chegar a zonas do planeta onde poucos ou nenhuns foram vacinados, em contraste com a realidade europeia e americana, onde já se pensa numa terceira dose

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Até de bicicleta eles andam juntos: Kimmich e Goretzka

Alexander Hassenstein

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Joshua Kimmich e Leon Goretska têm ambos 26 anos e são companheiros de equipa no Bayern de Munique. Mais do que isso, têm em comum o facto de jogarem no meio campo, serem internacionais alemães e terem criado uma campanha para angariar fundos que irão ajudar a campanha global de vacinação contra a covid-19. Neste momento, o auxílio dirigir-se-á principalmente à UNICEF, a organização das Nações Unidas que ajuda crianças em todo o mundo.

De acordo com o jornal alemão “Bild”, foi já em março de 2020 que os dois jogadores criaram a sua campanha, chamando-lhe WeKickCorona. A seguir, convenceram outros desportistas e técnicos a darem o seu contributo. Mats Hummels, Hansi Flick, Dennis Schröder e Felix Neureuther foram alguns dos nomes a participar.

Desde essa altura, os mais de €6 milhões angariados foram distribuídos por 700 associações de solidariedade, de bancos alimentares a hospitais, não esquecendo os sem-abrigo e os animais.

Joshua Kimmich e Leon Goretzka, no Estádio da Luz, em 2020, após conquistarem a Liga dos Campeões com o Bayern de Munique

Joshua Kimmich e Leon Goretzka, no Estádio da Luz, em 2020, após conquistarem a Liga dos Campeões com o Bayern de Munique

M. Donato/Getty

Agora, os dois amigos anunciaram que irão entregar €500 mil à UNICEF, que fará a gestão do valor para ajudar os 92 países mais pobres do mundo. A ajuda, como já foi referido, é muito específica e destina-se à compra de vacinas contra a Covid-19 através da iniciativa COVAX. Esta dedica-se a fazer com que as zonas do mundo menos afortunadas tenham também elas os seus cidadãos vacinados.

Existe, neste momento, uma discrepância muito grande entre as sociedades ocidentais, algumas delas a preparar uma terceira toma da vacina, e os países ou regiões mais pobres, como África, onde nem a primeira toma chegou ainda.

A 2 de setembro, a Organização Mundial de Saúde alertou que 42 dos 54 países africanos "estão em risco" de falharem o objetivo de vacinarem os respetivos 10% das populações mais vulneráveis até ao fim deste mês.