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Guardiola e os Pandora Papers: treinador do Manchester City criou uma empresa no Panamá para fugir ao fisco

O treinador do Manchester City terá aberto conta no Banco de Andorra para "proteger" o ordenado que recebeu no Al Alhi. Teve uma empresa no Panamá e usou um perdão fiscal do governo de Mariano Rajoy para regularizar parte do dinheiro

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Alexander Hassenstein

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O caso “Pandora Papers”, investigado por pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (CIJI), do qual o Expresso faz parte, inclui personalidades de muitos ramos, entre eles Pep Guardiola, atual treinador do Manchester City e antigo jogador do Barcelona.

O jornal espanhol “El País” diz que Guardiola manteve uma conta em Andorra, que aproveitou para regularizar com um perdão fiscal emitido pelo então primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, em 2012. Enquanto treinou o Barcelona, Guardiola terá mantido a conta aberta e fora dos radares do fisco espanhol.

A conta guardava o salário acumulado por Guardiola enquanto jogador do Al Alhi, do Catar, etapa pós-Barcelona do internacional espanhol. O perdão fiscal permitiu ao técnico regularizar meio milhão de euros.

De acordo com a investigação, Guardiola terá também mantido uma empresa registada no Panamá, entre 2007 e 2012, os anos que passou no Barcelona como técnico da equipa B e do plantel principal. De acordo com o “El País”, essa empresa serviria para “salvaguardar a sua identidade” e foi uma iniciativa do Banco de Andorra.

Foi avançando, também, que Guardiola terá tido, em 2015, um bate-boca com o então ministro do Interior, Jorge Fernández Díaz. Às críticas do governante, Pep Guardiola respondeu: “Penso que o ministro está um pouco equivocado. Paguei os meus impostos do primeiro ao último dia, algo que muitos partidos não fizeram”.