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Jonas Deichmann, o Forrest Gump alemão, corre, pedala e nada para ajudar crianças em África

O triatleta alemão está a dar a volta ao mundo. Deichmann admite o cansaço extremo mas afirma que a sua missão lhe dá força para continuar. A corrida solitária tem o apoio de uma ONG e começou em setembro de 2020, na Alemanha. Se tudo correr bem, passará por Portugal, de onde partirá de bicicleta com Munique como destino

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Foi em setembro do ano passado que Deichmann deixou a Alemanha natal numa missão extrema: um triatlo à volta do mundo. Com a ajuda de uma Organização Não Governamental (ONG), o alemão quer doar bicicletas para crianças africanas com dificuldades de deslocação para a escola.

“Eu trabalho com uma ONG que doa bicicletas para crianças em África, possibilitando a sua ida à escola, que fica, muitas vezes, a 15 ou 20 quilómetros de distância,” afirmou o triatleta — que já ganhou a alcunha de “Forrest Gump alemão” —, à Agência "Efe".

Deichmann cumpriu, no domingo, a penúltima etapa da viagem, entre Tijuana e Cancún, no México. Chegou à aldeia de Leona Vicario, de onde terá saído esta segunda-feira, bem cedo. Sentado na berma de uma estrada, o alemão comeu fruta e confessou-se emocionado por ter sido muito acarinhado desde que chegou ao México, em junho.

“Estou feliz por ter chegado a Cancún, depois de mais de um ano a viajar, correndo 119 maratonas em menos de quatro meses. Estou muito cansado,” confessou Deichmann, que admitiu também que o calor não o ajudou. “Amanhã [terça-feira] será a última maratona, a minha família já cá está, à minha espera,” disse, com algum alívio. No domingo, o atleta apanhou condições meteorológicas muito variadas, desde chuvas intensas a temperaturas acima dos 30 graus.

Para completar a volta ao mundo, o alemão pretende vir a Portugal, se possível de barco, para então subir o mapa da Europa até Munique, montado na sua bicicleta. Com a barba por fazer e de boné na cabeça, Deichmann admite sentir-se lisonjeado com a alcunha que lhe puseram. “Forrest Gump foi sempre o meu filme preferido, desde pequeno. É uma personagem muito inocente e bondosa,” conclui o triatleta e herói para muitas crianças em África.