Tribuna Expresso

Perfil

PUBLICIDADE
Revista de Imprensa

Tribunal de Las Vegas recomenda arquivamento da queixa de Kathryn Mayorga contra Cristiano Ronaldo

Desde que a americana Kathryn Mayorga acusou Ronaldo de abusos sexuais, em 2009, o jogador português mantém a mesma versão dos factos: sim, houve sexo, mas foi consentido. Um tribunal do estado do Nevada considera que é tempo de arquivar o processo e seguir em frente, embora a razão seja a conduta pouco honesta dos advogados de Mayorga

Tribuna Expresso

PATRICIA DE MELO MOREIRA/Getty

Partilhar

Mais de 10 anos após os factos, há um tribunal de Las Vegas que recomenda o arquivamento do processo que opõe Cristiano Ronaldo à modelo norte-americana Kathryn Mayorga, que acusa o capitão da seleção nacional de a ter violado,

De acordo com o advogado do português, Peter S. Christiansen, citado pelo jornal inglês “Daily Mail”, houve uma “revisão detalhada do caso” por parte do tribunal, e a conclusão a que os juízes chegaram “aplica a lei de forma justa ao recomendar o arquivamento do processo cível contra o Sr. Ronaldo”.

Ao longo dos anos, o capitão da seleção nacional manteve a sua versão dos factos, insistindo na sua inocência, admitindo que teve relações sexuais com a cidadã norte-americana mas que esse envolvimento aconteceu por vontade das duas partes. Os advogados de Mayorga têm agora 14 dias para recorrer do parecer emitido.

De acordo com o jornal inglês, a equipa de advogados de CR7 tenta, desde junho, fazer com que o processo seja arquivado. A defesa do português alega ainda que os advogados de Mayorga forneceram “documentos roubados” à polícia de Las Vegas. Segundo os defensores de Cristiano Ronaldo, a equipa de Kathryn Mayorga baseou todo o caso em documentos ilegalmente obtidos e que não são mais do que conversas entre o jogador e o seus advogados.

"Rejeitar o caso de Mayorga pela conduta inadequada do seu advogado é uma consequência difícil", destacou o magistrado do tribunal do Nevada, nos EUA, defendendo que "Stovall [representando da americana] agiu de má fé em detrimento do seu cliente e da sua profissão".

O caso pode estar prestes a ser arquivado, embora não necessariamente por Ronaldo ser considerado inocente. A razão principal para o arquivamento é a conduta desonesta dos advogados da acusação, o que os juízes lamentam. Ainda nenhuma decisão foi tomada.

Em 2010, a antiga modela retirou as acusações criminais e aceitou um acordo confidencial, mediante um valor de 375 mil dólares, informação tornada pública através de uma investigação publicada pelo jornal alemão "Der Spiegel".