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Christian Horner, homem forte da Red Bull, torce o nariz aos ganhos de velocidade dos Mercedes: “É surpreendente”

A rivalidade não é de agora, mas, tendo em conta os últimos anos de uma e outra equipa, a Red Bull está a recuperar alguma moral esta temporada. Max Verstappen lidera o Mundial e Lewis Hamilton vê a sua hegemonia (muito) ameaçada. Ao mesmo tempo, o líder da Red Bull, o inglês Christian Horner, comentou o súbito aumento de velocidade dos carros alemães e, sem que o dissesse, ficou desconfiado

Carlos Luís Ramalhão

Christian Horner, da Red Bull, e Toto Wolff, da Mercedes. Rivais, em 2018 como agora.

Mark Thompson/Getty

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O chefe da equipa Red Bull, Christian Horner, mostrou-se “surpreendido” com os ganhos da rival Mercedes em velocidade, depois de a marca alemã ter trocado de motor no último grande prémio. Segundo as regras da Fórmula 1, as equipas podem mudar de motor, mas sem a possibilidade de aumentar a potência dos mesmos com a temporada a decorrer.

Horner disse que a velocidade dos Mercedes, em linha reta, “subiu um degrau considerável recentemente”. Naturalmente, o inglês quis deixar um recado nas entrelinhas das suas declarações. “É surpreendente como eles parecem ter dado um passo tão grande com a unidade de potência,” disse e repetiu Christian Horner.

A Mercedes rejeitou imediatamente as alegações da Red Bull.

Os responsáveis da marca alemã asseguram que nada mudou no seu motor além de terem colocado um novo no carro de Hamilton para o Grande Prémio da Turquia. Recorde-se que esta foi a prova que voltou a tirar o sete vezes campeão do mundo do primeiro lugar do Mundial, por troca com Max Verstappen, piloto da Red Bull.

Curiosamente, tanto Hamilton como Verstappen receberam novos motores nos últimos dois fins de semana de competição: o neerlandês na Rússia e o inglês na Turquia. Com a tabela de pilotos ao rubro, é de esperar que haja pressão psicológica de ambos os lados. Após a corrida turca, Verstappen tem seis pontos de vantagem sobre Hamilton, que terminou em quinto e vê a hegemonia dos últimos anos verdadeiramente ameaçada por alguém “de fora”.

Em 2016, última vez que não reinou sobre a Fórmula 1, foi derrotado pelo companheiro de equipa, Nico Rosberg, que logo após a vitória se retirou da competição.